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'Se eu tivesse medo, não seria presidente', diz Lula sobre ameaças de morte


O presidente Lula durante o relançamento do programa Luz para Todos, em Parintins (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Em discurso no município de Parintins, no Amazonas, no evento de relançamento do programa "Luz para Todos" nesta sexta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não tem "medo de cara feia" e disse que, se tivesse medo, não seria presidente da República. Lula se referia à prisão, pela Polícia Federal, de um fazendeiro do Pará suspeito de planejar um atentado contra ele e uma operação de busca e apreensão contra um homem que teria publicado imagens ameaçadoras de ataques ao presidente.


"A Polícia Federal prendeu um cidadão em Santarém que disse que ia me matar hoje, quando eu chegasse lá. Ele está preso. Há boatos de que em Belém também tem um cidadão que disse que ia matar. Se eu tivesse medo, eu não tinha nascido. Se eu tivesse medo, eu não seria presidente da República. Eu aprendi com a minha mãe a não ter medo de cara feia. Cachorro que late não morde", disse Lula, durante o evento em Parintins.


Ainda dirigindo-se ao público, Lula pediu desculpa por chegar em carro blindado na cidade.


"Eu desço no aeroporto me colocam dentro de um carro blindado, vidro fumê, tinha insulfilm, eu não consigo ver ninguém e ninguém consegue me ver. Mulheres, homens e crianças na rua fazendo um sacrifício enorme para olhar se conseguia enxergar a gente e eu dentro de um carro como se estivesse dentro de um presídio. Eu quero pedir desculpas a você de coração. Isso não se repetirá."


Na quinta-feira, a Polícia Federal (PF) prendeu o fazendeiro Arilson Strapasson, após investigações apontarem que ele tinha um plano para atirar em Lula. Strapassom tentou descobrir o hotel onde Lula se hospedará em Santarém, entre 4 e 7 de agosto, para a Cúpula da Amazônia no Pará. Ele responderá pelos crimes de ameaça e incitação de atentado contra autoridade por motivação política.


De acordo com a Folha de São Paulo,, ele também está sendo investigado por suposta relação com grilagem de terras e garimpo ilegal na região. Os investigadores encontraram um comprovante de compra e venda de um imóvel na região, no valor de 2,5 milhões de reais, o que levantou suspeitas adicionais sobre as atividades de Strapassom.


Durante o interrogatório, Strapassom confessou ter participado dos atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília. Ele também admitiu ter se envolvido em manifestações em frente ao 8º Batalhão de Engenharia de Construção em Santarém, durante 60 dias ininterruptos, e revelou que financiou a manifestação com mil reais todos os dias.


Nesta sexta-feira, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a um outro suspeito de propagar nas redes sociais imagens com ameaças de ataques ao presidente.


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, postou em seu perfil nas redes sociais uma mensagem, destacando que a PF está aplicando a lei contra os criminosos.


"Mesmo após o fracasso dos atos golpistas de 8 de janeiro, ainda existem pessoas que ameaçam matar ou agredir fisicamente autoridades dos Poderes da República. Isso não é liberdade de expressão e a Polícia Federal seguirá aplicando a lei contra criminosos. Renovo os apelos para que as pessoas protestem pacificamente e esperem a eleição de 2026”, escreveu Flávio Dino.

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