Secretários de Saúde pedem toque de recolher nacional


Em carta divulgada nesta segunda-feira (1º), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) reivindicou medidas urgentes para o Brasil evitar um colapso no sistema de saúde diante do aumento acelerado de casos de Covid-19 em todas as regiões. Os secretários pedem um pacto nacional, com medidas restritivas rigorosas como toque de recolher e fechamento de bares, praia, escolas e igrejas para tentar frear o avanço da transmissão da doença no pior momento da pandemia no país.

O órgão aponta que há falta condução nacional unificada e coerente em relação à pandemia e sugere ampliar a testagem e adotar um Plano Nacional de Comunicação para esclarecer a população da gravidade da situação atual.

Ainda segundo os secretários de Saúde, o rigor nas medidas de restrição das atividades não essenciais deve ser avaliado de acordo com a situação epidemiológica e capacidade de atendimento de cada região, e as ações precisam ser revisadas semanalmente a partir de critérios técnicos, com "restrição em nível máximo" em regiões com ocupação de leitos acima de 85% e com tendência de aumento no número de diagnósticos e mortes por Covid-19.

"O recrudescimento da epidemia em diversos estados leva ao colapso de suas redes assistenciais públicas e privadas e ao risco iminente de se propagar a todas as regiões do Brasil. Infelizmente, a baixa cobertura vacinal e a lentidão na oferta de vacinas ainda não permitem que esse quadro possa ser revertido em curto prazo", diz a carta assinada pelo presidente do Conass, Carlos Lula.

Entre outras medidas que devem ser seguidas, segundo o Conass, estão a proibição de eventos presenciais como shows e atividades esportivas. O Conass indica ainda o fechamento de aeroportos e suspensão de deslocamentos interestaduais, além da adoção de medidas para redução da superlotação nos transportes coletivos urbanos.

Como forma de amparar a população, os secretários também veem como fundamental o "retorno imediato" do auxílio emergencial.

"Entendemos que o conjunto de medidas propostas somente poderá ser executado pelos governadores e prefeitos se for estabelecido no Brasil um 'Pacto Nacional pela Vida' que reúna todos os poderes, a sociedade civil, representantes da indústria e do comércio, das grandes instituições religiosas e acadêmicas do país, mediante explícita autorização e determinação legislativa do Congresso Nacional", afirmam os secretários na carta aberta.

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