Sem cronograma de vacina, municípios pedem saída de Pazuello


Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (Foto: Tony Winston/MS)

O ministro da Saúde, general da ativa Eduardo Pazuello, não tem condições de conduzir a superação da pandemia do coronavírus e deve ser substituído, urgente, "para o bem dos brasileiros". Este é o tom da nota divulgada nesta terça-feira (16) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), entidade que reúne 5.200 dos 5.565 municípios do país, incluindo 19 capitais.

“Por considerar que a vacinação é o único caminho para superar a crise sanitária e possibilitar a retomada do desenvolvimento econômico e social e por não acreditar que a atual gestão reúna as condições para conduzir este processo, o movimento municipalista entende necessária, urgente e inevitável a troca de comando da pasta para o bem dos brasileiros”, diz a CNM no texto divulgado.

O documento destaca que há relatos de prefeitos indicando a suspensão da vacinação contra a Covid-19 para grupos prioritários, motivada pela falta de doses e de previsão de reabastecimento dos estoques, e que a CNM tem tentado dialogar com a atual gestão mas os prefeitos têm sido "reiteradamente" ignorados pela pasta.

A confederação destaca a "postura passiva" de Pazuello e afirma que ele "não acreditou na vacinação como saída para a crise e não realizou o planejamento necessário" para a compra de vacinas.

“Seu comando não acreditou na vacinação como saída para a crise e não realizou o planejamento necessário para a aquisição de vacinas. Todas as iniciativas adotadas até aqui foram realizadas apenas como reação à pressão política e social, sem qualquer cronograma de distribuição para Estados e Municípios”, afirma no documento.

A seguir, a nota na íntegra:


NOTA SOBRE A INTERRUPÇÃO DA VACINAÇÃO NO BRASIL E A NECESSIDADE DE TROCA NO COMANDO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

"O movimento municipalista, por meio da Confederação Nacional de Municípios (CNM), vem a público, em nome dos gestores locais que assistem e vivem desesperadamente a angústia e o sofrimento da população que corre aos postos de saúde na busca de vacinas contra a Covid-19, manifestar sua indignação com a condução da crise sanitária pelo Ministério da Saúde e solicitar a troca de comando da pasta. A entidade tem acolhido relatos de prefeitas e prefeitos de várias partes de país, indicando a suspensão da vacinação dos grupos prioritários a partir desta semana, em consequência da interrupção da reposição das doses e da falta de previsão de novas remessas pelo Ministério.

Foram várias as tentativas de diálogo com a atual gestão do Ministério, entre pedidos de agenda e de informação. A pasta tem reiteradamente ignorado os prefeitos do Brasil, com uma total inexistência de diálogo. Seu comando não acreditou na vacinação como saída para a crise e não realizou o planejamento necessário para a aquisição de vacinas. Todas as iniciativas adotadas até aqui foram realizadas apenas como reação à pressão política e social, sem qualquer cronograma de distribuição para Estados e Municípios. Com uma postura passiva, a atual gestão não atende à expectativa da Federação brasileira, a qual deveria ter liderado, frustrando assim a população do País.

Por considerar que a vacinação é o único caminho para superar a crise sanitária e possibilitar a retomada do desenvolvimento econômico e social e por não acreditar que a atual gestão reúna as condições para conduzir este processo, o movimento municipalista entende necessária, urgente e inevitável a troca de comando da pasta para o bem dos brasileiros.

Brasília, 16 de fevereiro de 2021.

Glademir Aroldi

Presidente da CNM

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