Sem orientação federal, Brasil registra 1.641 mortes em 24 horas


Sem orientação do governo federal, o país vive o momento mais letal da pandemia. Confirmando as previsões e preocupações das principais autoridades da área de saúde em nível regional, o Brasil registrou nas últimas 24 horas nesta terça-feira (2) 1.641 mortes em decorrência da Covid-19, batendo um novo recorde de óbitos diários em toda a pandemia. Pelo quarto dia consecutivo, a média de vidas perdidas se mantém crescente e há 41 dias, acima de 1.000. Os dados oficiais foram divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

O novo marco desta tragédia brasileira ocorre no momento em que diversas regiões do país estão com leitos de UTI lotados, como nos casos de Porto Alegre (RS), onde o Hospital Moinhos de Vento precisou alugar um contêiner para colocar os paciente mortos pela Covid-19, e Santa Catarina, onde 16 pessoas morreram por falta de leitos nesta terça-feira, enquanto mais de 200 aguardam na fila de espera. No total, 10 capitais do país estão com UTIs com mais de 90% de ocupação, com o sistema próximo do colapso.

Com os novos números, o total de óbitos pela doença chega a 257.361 em território nacional. E com os 59.925 novos casos de infecção pelo coronavírus, o Brasil totaliza 10.646.926.

São Paulo registrou também o maior número de mortes (468) em 24 horas desde o início da pandemia, e o governador João Doria não descarta adotar lockdown..

Nesta segunda-feira, o Conass pediu que o governo adote toque de recolher nacional e um pacto com medidas drásticas - fechamento de bares, praia, escolas e igrejas, entre outras - para tentar evitar um colapso no sistema de saúde

Enquanto o quadro ganha proporções alarmantes, o presidente Jair Bolsonaro prepara um pronunciamento para falar contra o lockdown e medidas restritivas apontadas por especialistas.

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