Sem receita médica, vacinação infantil começará em 2 semanas


(Foto: Divulgação/Prefeitura de Belo Horizonte)

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (5) a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no plano nacional de vacinação contra a covid-19. Não haverá exigência de prescrição médica, ao contrário do que defendiam o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em meio à pressão de especialistas, secretários de Saúde, governadores e prefeitos, que cobravam agilidade do governo federal. Segundo as regras divulgadas, a imunização será feita com a Pfizer e em ordem decrescente de idade (das crianças mais velhas para as mais novas), com prioridade para quem tem comorbidade ou deficiência permanente; quilombolas e as que vivem com pessoas com riscos de evoluir para quadros graves de covid-19.

A expectativa é de que 3,7 milhões de crianças sejam imunizadas ainda em janeiro, devendo começar dentro de duas semanas. As primeiras 1,2 milhão de doses de vacinas destinadas a crianças deverão chegar ao Brasil no próximo dia 13. Uma nova remessa de 3,74 milhões de doses do imunizante da Pfizer - o único aprovado até o momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), está prevista para chegar até o fim do mês

O Brasil receberá até março 20 milhões de doses destinadas a este público-alvo, que é de cerca de 20,5 milhões de crianças.

O esquema vacinal infantil será com duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações. O tempo é superior ao previsto na bula da vacina da Pfizer. Na indicação da marca, as duas doses do imunizante poderiam ser aplicadas com três semanas de diferença.

Segundo o Ministério da Saúde, a criança deverá comparecer aos locais de vacinação acompanhadas dos pais ou responsáveis ou levando uma autorização por escrito.

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