Sem Teto protesta diante da mansão de Flávio Bolsonaro


(Reprodução)

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) realizaram um protesto em frente à mansão do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), no Lago Sul, em Brasília. Segundo o coordenador nacional do movimento, Guilherme Boulos, o objetivo é chamar atenção para o problema da volta da fome no Brasil. "Enquanto o filho do Bolsonaro está comprando, de forma no mínimo duvidosa, uma mansão de mais de R$ 6 milhões, o povo brasileiro está na fila do osso, está voltando a cozinhar à lenha por causa do preço do botijão de gás", afirma Boulos.

Com faixas e panelas vazias, os manifestantes gritavam palavras de ordem como "Fora Bolsonaro".

A mansão, comprada em março deste ano pelo filho 01 do presidente Jair Bolsonaro com parte de dinheiro suspeito de origem nas rachadinhas, é avaliada em R$ 5,97 milhões. Acompanhada de perto pela Polícia Militar, a manifestação durou cerca de duas horas e não registrou nenhum incidente.

Segundo relatório recente da Organização da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO, em inglês), a estimativa é que 23,5% da população brasileira tenha vivenciado insegurança alimentar moderada ou severa entre 2018 e 2020, um aumento de 5,2% em comparação com o último período analisado, entre 2014 e 2016.

Em número absolutos, 49,6 milhões de pessoas, inclusive crianças, deixaram de comer por falta de dinheiro ou tiveram uma redução na qualidade e na quantidade de alimentos ingeridos.

A mansão de Flávio fica em um condomínio do Setor de Mansões Dom Bosco, numa das áreas mais nobres de Brasília. Tem piscina e paisagismo irrigado artificialmente. São dois andares com pisos revestidos de mármore carrara e crema marfil.

A casa tem ainda academia, spa com aquecimento solar, espaço gourmet e brinquedoteca.

Rachadinhas de R$ 7,2 milhões

O filho 01 do presidente é apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) como chefe de uma organização criminosa que desviou dinheiro público através de esquema de rachadinhas no período em que foi deputado da Alerj. Ele cumpriu quatro mandatos parlamentares consecutivos entre 2003 e 2018, ano em que foi eleito senador na fama do pai após a suposta facada.

Atualmente, o processo está paralisado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por uma decisão que atendeu um pedido da defesa de Fabrício Queiroz, apontado como o operador do esquema das rachadinhas de Flávio, que envolveu ao menos R$ 7,2 milhões, segundo o MP-RJ.


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