Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña
Atualizado: há 5 minutos

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, de 47 anos, que se apresentava como um dos líderes da direita sul-americana, foi destituído do cargo nesta sexta-feira (6) após o Senado aprovar seu impeachment por unanimidade, com 44 votos favoráveis à condenação, por ligação com a quebra do Ueno Bank - instituição que administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos e com a qual o agora ex-presidente manteve vínculos empresariais.
Logo após a aprovação do impeachment, a Promotoria pediu a prisão de Santiago Peña, sendo oficialmente detido em regime domiciliar em Assunção. A defesa promete contestar o julgamento político na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), alegando nulidades na condução do processo.
A decisão encerra antecipadamente o mandato do político do Partido Colorado, que governava desde 2023. A destituição impede Peña de adquirir a condição de senador vitalício e de usufruir das imunidades parlamentares previstas na Constituição paraguaia.
Segundo as acusações, o ex-presidente cometeu conflito de interesses, desviou fundos previdenciários e participou de acobertamento institucional. Os parlamentares também questionaram a nomeação de um ex-diretor do Ueno Bank para a presidência do Banco Central e a aplicação de aproximadamente US$ 355 milhões do Instituto de Previdência Social (IPS) na instituição financeira, supostamente acima dos limites legais.
A votação ocorreu depois que Peña tentou deixar a Presidência por meio de uma renúncia, cuja análise foi suspensa no Congresso, na quinta-feira (5), por falta de quórum. Sem uma decisão sobre o pedido, o processo de impeachment avançou até o julgamento definitivo no Senado.
Peña não compareceu pessoalmente ao julgamento, apesar de ter prometido enfrentar as acusações e "abrir o jogo". Seu advogado, por sua vez, afirmou que a acusação não tinha provas e questionou o curto prazo concedido para preparar a defesa.
Nas redes sociais, Peña publicou uma breve mensagem, na qual se despediu do cargo "com gratidão".
Em, seu lugar, deve assumir o vice-presidente Pedro Alliana.










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