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Senado investigará relação de joias com a venda de refinaria


Presidente Jair Bolsonaro presenteia o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Mohammed Al Nahyan (Foto: Alan Santos/PR)

Após explodir o escândalo das joias de diamantes milionárias na semana passada, novas informações vieram à tona esta semana, como a declaração do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quarta-feira (8) à CNN de que teria incorporado um dos estojos com os artigos de luxo dados pela Arábia Saudita ao acervo pessoal dele.


A princípio, Bolsonaro mentiu alegando que o estojo foi entregue ao departamento de documentação do Palácio do Planalto, mas mesmo mudando a versão, disse quarta-feira (8) que "não teve nenhuma ilegalidade. Segui a lei, como sempre fiz".


Nesta quinta-feira (9), o presidente da Comissão de Transparência, Governança e Fiscalização e Controle do Senado, Omar Aziz (PSD), disse que investigará o caso envolvendo as joias, segundo o Globo. O senador foi presidente da CPI da Covid-19, que denunciou Bolsonaro por crime contra a humanidade, entre outros crimes.


"Me desculpe, mas nada nessa história é normal. Um ministro de estado e assessores carregando joias de um país para outro... Uma de R$ 16,5 milhões. Parece que estamos falando de chocolate, mas não é. São joias, uma joia de R$ 16,5 milhões. Fui eleito ontem presidente da Comissão de Fiscalização e é nosso dever investigar e fiscalizar. É uma atribuição nossa", afirmou Aziz.


A investigação acontecerá não só pela tentativa do governo Bolsonaro de burlar a alfândega ao não declarar as joias, o Senado também vai apurar se o caso tem relação com a venda da refinaria da Petrobrás, Landulpho Alves (RLAM), na Bahia.


Responsável por cerca de 14% da capacidade de refino do Brasil, a refinaria foi vendida em novembro de 2021 a uma empresa do fundo Mubadala - fundo financeiro de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, com US$ 284 bilhões (cerca de R$ 1,47 trilhão). A venda ocorreu menos de um mês após a comitiva do ex-presidente Bolsonaro retornar do Oriente Médio. Mesmo período em que os "presentes" milionários foram enviados ao então presidente do Brasil. Na época, o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) alegou que a refinaria foi vendida pela metade do preço que valia. A partir de cálculos estimados pelo instituto, eles avaliavam o valor da refinaria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões.


"A primeira coisa que vamos fazer é realizar uma investigação a fundo sobre a venda da refinaria da Bahia. Se foi a preço de mercado. Vamos ouvir Ministério de Minas e Energia. Vou também conversar com o presidente do Tribunal de Contas de União (TCU)", informou Aziz.


Antes de voltar ao Brasil no dia 26 de outubro de 2021, o ex-ministro de Minas e Energia, almirante reformado Bento Albuquerque, teve compromissos com o príncipe Abdulaziz bin Salman Bin Abdulaziz Al-Saud, ministro de Energia da Arábia Saudita, e o príncipe Mohammed bin Salman. Foi nesse encontro que lhes entregaram os presentes. Ele permaneceu no comando do ministério até maio de 2022.

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