Serafini encontra vítimas do Bumba dez anos depois


Flávio Serafini esteve no local da tragédia de dez anos atrás e conversou com vítimas do Bumba

A tragédia das chuvas de 2010, que completa 10 anos, matou mais de 200 pessoas em Niterói e deixou cerca de mil desabrigadas. Só no Morro do Bumba, mais de 40 pessoas perderam a vida. Pois foi lá que Flavio Serafini e Josiane Peçanha começaram a agenda desta terça-feira, 13. Eles fizeram uma reunião com vítimas da tragédia, que impactou mais de 20 favelas da cidade, junto com o pastor Henrique Vieira e candidatos a vereador Benny Brioli, Marlon e Paulo Eduardo Gomes.

Lá, eles escutaram relatos de vítimas que inclui problemas na estrutura das moradias recebidas do Minha Casa Minha Vida; muitos seguem aguardando uma nova moradia, recebendo o valor insuficiente do aluguel social que não consegue cobrir despesa de uma nova casa; e também daqueles que permanecem desabrigados sem nenhum auxílio.

"A tragédia das chuvas mostrou a falta que faz uma política de habitação efetiva, que não só construa novas casas mas principalmente, leve urbanização e serviços públicos às favelas da cidade", disse Flávio Serafini, que criou na ocasião da tragédia um comitê de solidariedade às vítimas e desde então acompanha os desdobramentos na vida da população atingida.

"Não podemos naturalizar o déficit habitacional existente em uma cidade como Niterói. Disputamos a prefeitura pois entendemos a realidade concreta da cidade e temos coragem para enfrentá-la, sempre ao lado da classe trabalhadora, negra, favela e das mulheres", completou Josiane Peçanha, candidata a coprefeita que teve sua vida impactada pelas chuvas de 2010.

Líder da bancada do PSOL na Câmara, o vereador Paulo Eduardo também recordou os momentos dramáticos da tragédia de dez anos atrás:

"Em 2010 eu era Presidente do Psol Niterói e estive lado a lado de todos os movimentos em defesa dos direitos daqueles que ficaram desabrigados. Nosso mandato sempre foi também um aliado do MTST e travamos diversas lutas em defesa de habitação popular na cidade. No último Plano Diretor conseguimos aprovar a criação de 27 Zonas de Especial Interesse Social, que tornam possível a regularização fundiária para diversas comunidades. O governo do Prefeito Rodrigo Neves criou muitas expectativas de investimento em habitação popular, mas na prática pouquíssimas medidas foram de fato concretizadas. Este ano inclusive apresentamos uma emenda na Lei de Diretrizes Orçamentárias prevendo recursos para destinar o chamado Prédio da Caixa para habitação de interesse social, mas a emenda foi vetada pelo Prefeito", afirmou.

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