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SG: Vereador pede exoneração do secretário de Saúde

O vereador Romário Regis (PDT) defendeu a renúncia do secretário de Saúde de São Gonçalo, Gleison Rocha da Silva, após uma criança ter o dedo amputado por erro médico, no Pronto Socorro Central da cidade, no bairro Zé Garoto. O caso foi denunciado pelo RJTV, da TV Globo na quinta-feira (16/3).

Reprodução

Durante sessão na Câmara de Vereadores, na quinta-feira (16/3), Romário Regis criticou a prefeitura de São Gonçalo pelos recorrentes casos de imprudência médica na cidade.


“Esse secretário de Saúde está tratando a cidade como se fosse um açougue. Se uma criança morre na maternidade, eles dizem que é caso isolado. Se uma pessoa vai na UPA municipal e não consegue atendimento, dizem que é um caso isolado. Uma pessoa vai ao Pronto Socorro com leptospirose para receber atendimento e morre, dizem que é um caso isolado. Agora, um bebê vai para receber um atendimento com picada de mosquito e tem seu dedo amputado, é de novo um caso isolado?”, questionou.


O parlamentar defendeu que o secretário seja exonerado devido aos problemas registrados na saúde da cidade. Romário também criticou a prefeitura por culpabilizar apenas a médica responsável pela cirurgia.


“O secretário precisa ter vergonha na cara e vir a público resolver esse problema imediatamente. E caso não faça nada, precisa ser exonerado para dar exemplo. Esses ‘casos isolados’ matam pessoas, acabam com famílias e está colocando a nossa cidade com uma imagem pública horrível”, afirmou.


O vereador recordou que a cidade enfrenta problemas na saúde como o não cumprimento do piso nacional da enfermagem, problemas na infraestrutura do Pronto Socorro Central e a não realização de concursos para a área de saúde.


Relembre o caso


Uma bebê de 1 ano e 7 meses teve o dedo mindinho direito amputado por conta de um erro médico na hora de retirar uma atadura no Pronto Socorro Central de São Gonçalo. A amputação não teve nada a ver com a internação, já que a criança deu entrada na unidade de saúde com uma inflamação na testa.


A menina chegou à unidade com uma picada de inseto na face, acima dos olhos, que acabou inflamando. Os médicos prescreveram antibiótico e soro na veia e recomendaram enfaixar as mãos para que a menina não removesse o acesso.


Segundo os pais, na última terça-feira (14/3), uma enfermeira foi tirar as ataduras de Lara com uma tesoura, mas, ao rasgar o curativo, acabou cortando parte do dedo mindinho direito da criança. A mãe notou o sangramento, mas não percebeu a gravidade.


Com isso, a criança precisou ser levada às pressas ao centro cirúrgico, de onde saiu com a ponta do dedo amputada. Só nesse momento a família soube do incidente.


Os pais da criança acionaram a Polícia Militar, que orientou registrar o caso na 72ª DP (São Gonçalo). Os militares disseram, no entanto, que seria necessário obter uma cópia do boletim médico para anexar ao inquérito. Como a menina ainda está internada, os parentes aguardam a alta para receber o documento.


Em nota, a secretaria municipal de Saúde de São Gonçalo disse que “lamenta o ocorrido” e informou que “a criança está estável e sendo avaliada por equipe multidisciplinar diariamente”.


“O Pronto-Socorro Infantil está prestando todo suporte neste momento. A profissional, uma técnica de enfermagem concursada há 20 anos no município, foi imediatamente afastada até a conclusão da sindicância que foi aberta para apuração do caso”, emendou.



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