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Sherpa da Rússia no BRICS indica áreas de cooperação


A primeira reunião dos Sherpas e Sous-Sherpas do BRICS, organizada pela Rússia como presidente do grupo, foi realizada em Moscou. Pela primeira vez, a reunião contou com a presença de representantes dos cinco novos membros da associação: Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia. Uma das prioridades das atividades do BRICS em 2024, a Rússia anunciou a inclusão harmoniosa dos estreantes no trabalho comum. Agora, esses planos estão se concretizando na prática.

Tradicionalmente, os sherpas se reúnem para conciliar posições sobre as principais áreas internacionais, discutir questões urgentes de cooperação e se preparar para os próximos eventos. Na abertura da reunião, Serguei Ryabkov, Vice-Ministro das Relações Exteriores da Federação Russa e Sherpa da Rússia no BRICS, observou que a expansão da aliança beneficiará todos os estados membros do grupo. Além disso, a medida contribui para a construção de uma ordem mundial multipolar mais justa.


Ele também enfatizou que a adesão de novos países fortalecerá o papel dos estados de mercados emergentes no processo global de tomada de decisões. Além disso, o sherpa russo no BRICS falou sobre as prioridades da presidência russa do BRICS para este ano. De acordo com ele, o foco será o desenvolvimento de laços econômicos no BRICS.


"De acordo com a decisão dos líderes do BRICS em Joanesburgo, exploraremos maneiras de usar mais ativamente as moedas nacionais e locais e os instrumentos de pagamento em nossas transações internacionais, a fim de reduzir os efeitos colaterais negativos do atual sistema econômico global", afirmou Serguei Ryabkov.


Por sua vez, Ma Zhaoxu, Sherpa da China no BRICS, disse que a RPC considera necessário o uso de moedas nacionais em acordos entre países.


"Devemos fortalecer nossa cooperação prática, apoiar o trabalho ativo e promover o desenvolvimento do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS (NDB)", disse Zhaoxu.


Segundo ele, as autoridades também estão considerando lançar um centro do BRICS para cooperação no desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial. Essa área de trabalho dos países do BRICS está se tornando uma das mais importantes dentro do grupo.


Mehdi Safari, Sherpa do Irã no BRICS, expressou sua concordância com seu colega chinês. Ele observou que Teerã também espera intensificar a transição para acordos em moedas nacionais durante a presidência da Rússia na aliança.


Outro tópico importante é a cooperação entre os países membros no setor de saúde. Abhishek Singh, representante do Ministério das Relações Exteriores da Índia e Sherpa do país na aliança, fez uma proposta para a criação de um depósito comum de medicamentos do BRICS. Ele também disse que a Índia planeja fazer progressos no projeto de arquivo de banco de dados on-line do BRICS em 2024.


"Esse arquivo será uma grande oportunidade para obter acesso a documentos autênticos do BRICS", explicou Abhishek Singh.


Durante a reunião, o vice-ministro das Relações Exteriores do Egito, Ragui El-Etreby, expressou a disposição do país de ser ativo em tudo o que for relacionado ao desenvolvimento de laços nas áreas de comércio, tecnologias de informação e comunicação, transporte marítimo e logística. Além disso, o Egito espera contar com a assistência da Rússia, como presidente do BRICS, para lidar com a insegurança alimentar e energética.


"Sabemos muito bem que a integração harmoniosa e a inclusão total de novos membros no trabalho do BRICS é um passo importante. Mas estamos confiantes de que, sob sua liderança, seremos capazes de enfrentar com sucesso cada um desses desafios", disse Ragui El-Etreby.


Falando na reunião, Ahmed Al Badawi, do Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, disse que os Emirados Árabes Unidos pretendem compartilhar sua experiência na economia digital com seus colegas. Ele disse que essa interação ajudaria a atingir as metas de transformação digital do BRICS.


Anil Sooklal, Sherpa da África do Sul no BRICS, disse que houve um grande aumento no interesse pela associação por parte da maioria dos países desenvolvidos e dos estados do Norte global.

"Acreditamos que isso mostra que há confiança no que a associação está fazendo, nos princípios que professamos e nas metas que estabelecemos para nós mesmos. Isso mostra que estamos caminhando na direção certa", avaliou Sooklal.


Ana Maria Bierrenbach, sous-sherpa do Brasil no BRICS, falou sobre as conquistas na cooperação entre os países do bloco no ano passado, sob a presidência da África do Sul:


"Em 2023, foram realizados mais de 200 eventos. Graças a essas reuniões, fizemos grandes progressos em ciência, tecnologia e saúde", disse ela, lembrando que uma das principais decisões do ano passado foi a adesão de novos membros.


O Sherpa da Etiópia no BRICS, Mamo Mihretu, expressou o apoio de seu país à presidência russa do grupo.


"A presidência russa aumentará a influência de nossa associação. Estamos gratos por termos sido informados sobre uma série de projetos. Isso permitirá uma maior integração dos novos estados-membros do grupo. Estamos convencidos de que a expansão da associação abrirá uma nova página em nossa parceria multilateral", enfatizou ele.


Em 1º de janeiro de 2024, cinco novos países - Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia entraram para o BRICS. A Rússia está presidindo o bloco este ano.


Fonte: TV BRICS, parceira do TODA PALAVRA

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