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Sob Bolsonaro, FAB gastou R$ 134 mi nos EUA até com bola de futebol


(Foto: Alan Santos/PR)

A Força Aérea Brasileira (FAB) gastou mais de R$ 134 milhões em uma mesma loja na Flórida (EUA) para comprar 56 tipos de itens, como bolas de futebol, equipamentos de computação e livros. A informação publicada pelo Estadão está contida em um relatório de auditoria preliminar do Tribunal de Contas da União (TCU), que está investigando quase R$ 20 bilhões gastos pelas Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) no exterior.


Os desembolsos foram realizados a partir da representação da força em Washington. O escritório fez uma sequência de pagamentos quase diários à empresa, que não teve seu nome divulgado, ao longo de cinco anos, o chamou a atenção de órgãos de fiscalização.


Na semana passada, foi divulgado que auditores do tribunal viajariam à capital norte-americana para investigar aquisições militares feitas durante o governo Bolsonaro, uma vez que há grande quantidade de transações e recusa dos militares em conceder acesso integral ao sistema de compras.


Existem centros das Forças Armadas em Washington (EUA) e em Londres (Reino Unido-RU). A investigação busca avaliar despesas desses escritórios, além de custos durante viagens internacionais.


Segundo a publicação, os militares têm dificultado o acesso do TCU às contas sob a alegação de que uma análise deste tipo poderia colocar em risco a segurança nacional.


O contexto se agrava no caso específico da FAB porque a Aeronáutica insistiu para que fossem indicados os "tipos de dados" buscados pelos auditores do TCU no sistema interno, mas sem que os técnicos tivessem conhecimento dos dados produzidos.


No relatório, a área técnica do tribunal frisou que "se pretende acessar dados que nas contratações realizadas no Brasil são públicos".


"Pretende-se acessar dados que, nos termos da Lei de Acesso à Informação [LAI], são considerados públicos e objeto de transparência ativa, ou seja, deveriam estar disponíveis a qualquer interessado, e não apenas aos órgãos de controle."


Após o pedido detalhado da FAB para saber quais informações o TCU busca, o órgão judiciário disse que é observado uma "tentativa de inversão".


"Observa-se uma tentativa de inversão de papéis entre órgão fiscalizador e órgão auditado. Em vez de a equipe de auditoria selecionar e obter os dados de interesse para a fiscalização com base no conhecimento do objeto auditado, é o órgão auditado quem está se colocando para fazê-lo", frisa o documento.


Como o assunto abrange todas as forças, o Exército informou que tem "envidado todos os esforços para atender plenamente" às demandas do TCU, mobilizando "pessoal e tempo de diferentes setores". Já o Ministério da Defesa, a Marinha e a Aeronáutica não se manifestaram.

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