Solar do Jambeiro traz música, teatro e literatura ao 'Modernismo(s)'

Niterói vai sediar o ciclo cultural “Modernismo(s): A Semana de 22 e o Depois”, a partir do dia 25 de março. Com curadoria de Elisa Ventura e Nélida Capela, e construída em diálogo com os perfis e vocações dos equipamentos culturais da Secretaria Municipal das Culturas (SMC) e da Fundação de Arte de Niterói (FAN), o evento debate com o público e com as gerações futuras os impactos e desdobramentos da Semana de 22. E, para além do mês de março, a programação reaparece em sucessivas atividades ao longo do ano. Vale lembrar que todas as ações terão entrada gratuita. No Solar do Jambeiro a programação inclui música, teatro e literatura.

Duo Affretato / Divulgação

Ao relembrar o movimento, que marcou o desenvolvimento cultural do país, “Modernismo(s): A Semana de 22 e o Depois” aponta para o futuro ao celebrar a busca de uma identidade cultural brasileira e o desejo de rompimento com as influências estrangeiras. É necessário pensar os “modernismos”, devido às mudanças, repercussões, releituras, interpretações e novos movimentos.


2022 surge como um ano mágico, de reinvenções e retomadas, a partir de um conjunto de efemérides e marcos históricos que se condensam nestes tempos turbulentos que vivemos. Trata-se, como formulou o antropólogo mexicano Nestor García Canclini, de construir “estratégias para entrar e sair da modernidade”.


“Através do marco da Semana de Arte Moderna de 1922 estamos lançando uma programação sintonizada dos nossos equipamentos culturais, discutindo o século dos múltiplos modernismos no Brasil. A ideia é que a gente possa oferecer uma programação diversificada e descentralizada para toda a cidade, discutindo esse movimento que foi culturalmente muito impactante na realidade nacional. Convidamos as pessoas a participarem do evento, que tem ampla programação com a curadoria de Elisa Ventura. Reforçamos sempre que, ao fazer a discussão do marco histórico do século de modernismos, reafirmamos Niterói entre as cidades do Brasil que possuem um lastro cultural para oferecer uma contribuição a este debate, reforçando o que o nosso prefeito Axel Grael tem colocado como meta para a secretaria: reafirmar a cultura como um direito”, comenta o Secretário das Culturas de Niterói, Leonardo Giordano.


“A relevância da Semana de 22 foi enorme, deixando marcas eternas em todos os setores da nossa cultura. Nela estiveram artistas como Villa Lobos, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Victor Brecheret. A Fundação de Arte de Niterói tem o prazer de anunciar este ciclo cultural que revê estas influências olhando para o futuro, já que comemoramos os cem anos deste tão prestigioso movimento. Niterói, sempre na vanguarda da cultura, convida a sociedade a prestigiar os eventos”, ressalta o Presidente da FAN, Marcos Sabino.


“A partir da ideia do ‘Modernismo(s): a Semana de 22 e o depois’, pensamos em uma programação que desse ao público em geral uma visão panorâmica do que foi a Semana de 22 em obras artísticas e seu contexto histórico e social. Com programação vasta e rica, será possível transmitir o movimento modernista e suas obras para as futuras gerações e promover novas reflexões”, explicou uma das curadoras, Elisa Ventura.

Matheus Maciel / Divulgação

Programação


Solar do Jambeiro

Rua Presidente Domiciano, 195 - Ingá, Niterói


Dia 25/3, sexta-feira

Horário: 17h

Literatura: Diálogos Modernistas com Márcia Pessanha (Presidente Academia Niteroiense de Letras) e Marco Guayba


Tema: “A Atualidade de O Rei Da Vela (Oswald Ainda se Faz Necessário)”. O diálogo gira em torno da antropofagia cultural e da poesia Pau Brasil. Tem como foco a identidade cultural do brasileiro e a construção de uma nação. Aborda também uma análise crítica da peça O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, e seu significado em 1933, em 1967 e em 2020.


Dia 26/3, sábado

Horário: 19h

Teatro - “Fragmentos de Arthur Azevedo”


Comemorando os 100 anos da Semana de Arte Moderna, a leitura dramatizada propõe apresentar recortes de textos da obra de Arthur Azevedo, que ilustram o cenário teatral do início do século passado. Arthur foi dramaturgo, poeta, crítico, jornalista e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, sendo assim, seus textos refletem pensamentos e a linguagem da época.


Ficha técnica


Adaptação e direção: Anselmo Fernandes

Sonoplastia: Igor Lobianco

Iluminação: Igor Lobianco

Produção executiva: Ana Lobianco

Duração: 50 minutos


Elenco: Flávia Pepe / Rosângela Andrade / Marcel Barboza / Anselmo Fernandes / Fernando Caiado / Jonathan Fiori


Dia 27/3, Domingo

Horário: 11h

Música: Duo Affretato e Matheus Maciel (violão solo)


Formado pelo flautista Felipe Braz e o clarinetista Mauricio Silva, o Duo Affretato está junto desde 2008, quando ambos eram alunos da UFRJ. Individualmente, os membros do duo têm se destacado no cenário musical nacional e internacional. Nesta apresentação, estarão apresentando obras de Heitor Villa-Lobos. Felipe ocupou o cargo de flautista principal da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa por cerca de 10 anos, tendo recebido importantes elogios, como do maestro Alessandro Ferrari, do famoso Teatro alla Scala de Milão.


Já Maurício Silva tem se consagrado como solista internacional, tendo se apresentando em países como Aruba, Estados Unidos, Japão, Israel e França, além de dividir o palco com nomes como Edith Peña (nomeada ao Grammy Latino) e Paquito D'Rivera (ganhador do Grammy). O novo projeto do Duo se chama “Pindorama: O Brasil de Norte a Sul, de Leste a Oeste”. Agora o escopo é ampliado para estilos e gêneros de todo o Brasil e assim mostrar toda a beleza e riqueza da música e músicos do Brasil.


Matheus Maciel iniciou seus estudos em 2003, por meio da bateria. Posteriormente, se aproximou da guitarra elétrica. Em 2014, ganhou o concurso Jam Session com Paul Gilbert, o que lhe proporcionou um momento no palco ao lado do guitarrista americano. Em 2015, integrou-se ao Grupo de Percussão do Projeto Música Nas Escolas e fez concertos como o ‘Som Mais Brasil III’, que uniu a Camerata de Cordas e o naipe de madeiras da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, junto ao Grupo de Metais e o Coletivo Nosso Novo Som. Em 2017, formou o Duo Madeira Rio ao lado do flautista, Felipe Braz, e fez diversas apresentações.


Protocolos sanitários:


Em locais fechados, é necessário apresentar o comprovante de vacinação em dia, no formato impresso ou digital, acompanhado de um documento com foto. Todas as medidas de segurança sanitária são seguidas, como a obrigatoriedade do uso de máscaras.


Fonte: Departamento de Imprensa SMC/FAN

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