SP anuncia início de produção de vacina 24h por dia


(Foto: Governo SP)

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta quinta-feira (10) que o Instituto Butantan iniciou a produção da vacina contra a Covid-19, a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac.

Em uma entrevista coletiva na sede do Instituto Butantan em São Paulo, Doria informou que o processo de produção do imunizante começou a ser realizado nesta quarta-feira (9), na fábrica do instituto, situada na zona oeste da capital paulista, que tem 1.880 m² e contará com o reforço de 120 novos profissionais. Com isso, a fábrica passará a funcionar 24 horas por dia.

"O Instituto Butantan iniciou ontem (9) a produção da vacina do Butantan, a CoronaVac, aqui na sede do Butantan em São Paulo. Esta é a produção brasileira do Butantan, que está produzindo aqui com insumos que vieram da Sinovac, a vacina do Brasil, a vacina do Butantan. Um momento histórico que orgulha a todos nós brasileiros", disse ele, na sede do instituto.

As conclusões sobre os testes da Coronavac, contudo, ainda não foram divulgadas, impossibilitando o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pois a conclusão da fase III e a apresentação dos dados são pré-requisitos para a aprovação. Segundo o Butantan, as informações devem ser enviadas ainda este mês para a Anvisa, que decidirá até a primeira semana de janeiro se o imunizante cumpre todos os requisitos para sua aplicação.

O governo de São Paulo já recebeu 120 mil doses prontas da vacina e insumos para a produção de um milhão, e o primeiro lote estimado será de 300 mil doses. No total, o acordo firmado entre o Butantan e a Sinovac prevê que o instituto receberá seis milhões de doses prontas para o uso e vai formular e envasar outras 40 milhões.

Em outubro, o ministro da Saúde Eduardo Pazuello chegou a anunciar que o governo federal tinha a intenção de adquirir a vacina chinesa produzida em São Paulo, mas foi desautorizado pelo presidente logo em seguida, e voltou atrás. A maior aposta do governo Bolsonaro é o imunizante produzido pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, cujo processo está mais atrasado que o da vacina desenvolvida pela Sinovac.

No último dia 1º, o Ministério da Saúde apresentou sua estratégia preliminar para a vacinação contra a Covid-19, mas não incluiu a CoronaVac no calendário apresentado.

Toda Palavra_Banner_300x250_Celular.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg