STF autoriza PF a compartilhar provas de inquérito contra Bolsonaro

Atualizado: 9 de fev.


Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (Foto; Nelson Jr./STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a uma pedido da Polícia Federal (PF), autorizou nesta terça-feira (8) o compartilhamento de provas do inquérito sobre o vazamento de dados sigilosos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) com as investigações sobre a atuação de milícias digitais contra a democracia e instituições, como o próprio STF. O inquérito das milícias foi aberto no ano passado.

"Verifico a pertinência do requerimento da autoridade policial, notadamente em razão da identidade de agentes investigados nestes autos e da semelhança do modus operandi das condutas aqui analisadas", escreveu o ministro do Supremo.

Bolsonaro é investigado por ter vazado informações sigilosas em suas redes sociais, com objetivo de tirar a credibilidade das urnas eletrônicas e do processo eleitoral.

Ao concluir a investigação, a PF apontou que o presidente da República cometeu crime de violação de sigilo pelo vazamento de informações em suas redes sociais, referentes a uma investigação sobre ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Agora, a PF afirmou que a conduta de Bolsonaro se assemelhava à atuação das milícias digitais que divulgam informações falsas para atacar a democracia, por isso pediu o compartilhamento de dados com o outro inquérito.

"É pacífico o entendimento quanto à possibilidade de compartilhamento de elementos informativos colhidos no âmbito de inquérito penal para fins de instruir outro procedimento criminal", complementou Moraes, que também autorizou o envio da quebra de sigilo telemático do ajudante de ordens da Presidência, o tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, com um inquérito sobre a divulgação de informações falsas por parte de Bolsonaro relacionando a vacina contra a covid-19 com a AIDS.

A autorização do ministro estremece ainda mais a relação do Executivo com Judiciário. Segunda-feira (8), Bolsonaro, Moraes e o ministro Edson Fachin tiveram um encontro relâmpago no Palácio do Planalto que durou nem dez minutos. Protocolarmente, os ministros foram levar convite ao presidente para assistir à cerimônia de suas posses, como vice e presidente, respectivamente, no Tribunal Superior Eleitoral.



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