STF e TSE incluirão em inquérito novos ataques de Bolsonaro


(Foto: Secom/STF)

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram que os últimos ataques de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral brasileiro e ao Poder Judiciário serão inseridos como provas nos inquéritos já instaurados em ambas as cortes. A ideia é que novos ataques, de agora em diante, não sejam mais respondidos por meio de notas institucionais, nem virem alvo de novos pedidos de apuração, mas que sejam tratados como novos subsídios para as investigações abertas contra Bolsonaro na semana passada. A informação foi publicada pelo Globo.

Responsável por acolher o pedido do TSE para incluir Bolsonaro no inquérito das fakenews no STF, o ministro Alexandre de Moraes disse na última quinta-feira (5) no Twitter que "ameaças vazias e agressões covardes não afastarão o Supremo de exercer, com respeito e serenidade, sua missão constitucional de defesa e manutenção da Democracia e do Estado de Direito".

A inclusão de Bolsonaro no inquérito das fakenews se deu pelos ataques sem provas feitos à segurança e confiabilidade das urnas eletrônicas em eleições, após as recentes pesquisas eleitorais apontarem queda de popularidade e aumento da rejeição ao governo e a liderança e favoritismo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2022.

Na quinta-feira, o presidente do STF, Luiz Fux, criticou as ameaças de Bolsonaro e cancelou a reunião que haveria entre os chefes dos Poderes.

Também na quinta, Bolsonaro ameaçou o ministro Alexandre de Moraes ao dizer que "a hora" do magistrado "vai chegar".

No dia seguinte, em Joinville (SC), Bolsonaro atacou o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, que também é ministro do STF, chamado de "filho da puta do Barroso".

Bolsonaro é alvo de dezenas de pedidos de impeachment, sob acusação de crimes de responsabilidade, entre os quais o de incitação a um golpe, ao pregar o fechamento do Congresso e do STF.

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