STF libera acesso da PF a dados do gabinete do ódio


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes autorizou a Polícia Federal (PF) ter acesso a todos os dados da investigação que levou o Facebook a retirar do ar contas de integrantes do gabinete do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), além dos deputados estaduais Alana Passos e Anderson Moraes, ambos do PSL-RJ, ex-partido do presidente. A informação foi divulgado pela assessoria do STF nesta quarta-feira (15).

O objetivo da medida é colher dados que poderão servir aos inquéritos das fakenews, que investiga o gabinete do ódio, de ataques contra o STF e o Congresso, e o dos atos antidemocráticos, que apura a organização e financiamento de manifestações com pautas que violam a democracia. Ambos os inquéritos têm Alexandre de Moraes como seu relator no STF.

A nova etapa das investigações poderá agravar o cenário contra os bolsonaristas.

A Polícia Federal informou que a determinação para o Facebook deve ocorrer de forma urgente, para que as pessoas envolvidas com as contas removidas não tenham tempo de se desfazer dos dados.

Na última quarta-feira (8), o Facebook excluiu 73 contas, 14 páginas e um grupo envolvidos em ações proibidas, como uso de contas falsas, envio de spam e adoção de ferramentas para ampliar a presença nas redes. De acordo com a identificação feita pela rede, todos faziam apologia do governo e disseminavam fakenews contra adversários políticos. A ação também foi feita no Instagram, que pertence ao Facebook .

Um dos envolvidos é o assessor especial da presidência da República, Tércio Arnaud Thomaz, um dos responsáveis pela administração de páginas como a “Bolsonaro Opressor 2.0” no Facebook e a "@bolsonaronewsss" no Instagram.

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