STF: mais 30 dias para inquérito Moro x Bolsonaro
- 2 de jul. de 2020
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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 30 dias o inquérito que apura interferências políticas do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF). Celso de Mello já havia estendido, em 8 de junho, o prazo para realização de diligências ainda pendentes no inquérito - uma delas é o depoimento de Bolsonaro, acusado pelo ex-ministro Sérgio Moro de tentar interferir em nomeações para a PF no intuito de proteger sua família em investigações.
O decano do STF esclarece que a prorrogação do prazo atende uma solicitação da própria PF, que realiza as diligências e pediu para ouvir o depoimento do presidente da República no caso. O ministro aguarda manifestação solicitada à Procuradoria-Geral da República sobre o depoimento de Bolsonaro. O PGR Augusto Aras já teria se manifestado a favor da oitiva por escrito do presidente - mesma prerrogativa que teve Michel Temer (MDB) em 2017, no caso das gravações da JBS. Celso de Mello, a princípio, defende que depoimento por escrito só é aplicável a autoridade que responde como vítima ou testemunha. Não é o caso de Bolsonaro, que é investigado.









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