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STF publica edital com notificação e abre prazo de 15 dias para Eduardo Bolsonaro

  • 30 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

O blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo e o ainda deputado Eduardo Bolsonaro (Reprodução/Redes Sociais)
O blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo e o ainda deputado Eduardo Bolsonaro (Reprodução/Redes Sociais)

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta terça-feira (30) o edital de notificação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre a denúncia apresentada contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento foi emitido no Diário de Justiça Eletrônico (DJe).


Com a publicação da citação, o parlamentar terá o prazo de 15 dias para manifestar ciência da denúncia. Se o deputado não se pronunciar, poderá ser julgado à revelia pelo Supremo.


Na segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes, relator da denúncia, determinou que o parlamentar seja notificado por edital. Nos processos penais, a intimação pessoal dos acusados é obrigatória.


Eduardo Bolsonaro está no Estados Unidos desde fevereiro deste ano e é acusado de fomentar as sanções comerciais do governo do presidente Donald Trump contra as exportações brasileiras, a aplicação da Lei Magnitsky e a suspensão de vistos dos ministros da Corte e integrantes do governo federal.


Na decisão, Moraes disse que Eduardo já confessou pelas redes sociais sua atuação junto aos Estados Unidos e que o deputado está naquele país para evitar a responsabilização no Brasil.


“Além de declarar, expressamente, que se encontra em território estrangeiro para se furtar à aplicação da lei penal, também é inequívoca a ciência, por parte do denunciado Eduardo Nantes Bolsonaro, acerca das condutas que lhe são imputadas na denúncia oferecida nestes autos”, afirmou Moraes.


Denúncia

Na semana passada, Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo - neto do último presidente da ditadura militar João Batista Figueiredo - foram denunciados ao Supremo pelo crime de coação no curso do processo. Ambos foram investigados no inquérito que apurou a participação deles na promoção do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil e de sanções contra integrantes do governo federal e do Supremo.


Na denúncia apresentada ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que Eduardo e Figueiredo ajudaram a promover “graves sanções” contra o Brasil para demover o Supremo a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro pela trama golpista.


O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados já escolheu o relator do processo que pode levar à cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro. Trata-se do deputado Delegado Marcelo Freitas, do União Brasil, de Minas Gerais. Freitas é representante da "Bancada da Bala" no Congresso e fez campanha para Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 e 2022.

 
 
 

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