Suspeito de ataque a tiros em evento com Trump é preso por agentes dos EUA
- há 4 horas
- 3 min de leitura

Durante jantar anual com a presença de jornalistas correspondentes nos Estados Unidos e do presidente Donald Trump, que ocorria em hotel próximo à Casa Branca, na noite desse sábado (25), disparos foram ouvidos no perímetro do evento. O presidente estadunidense, a esposa Melania Trump e o vice-presidente JD Vance foram retirados às pressas do local.
O suspeito, identificado pelas forças de segurança estadunidenses como Cole Tomas Allen, foi detido em flagrante. De acordo com a polícia, ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e facas. Cole estava hospedado no hotel, mas não chegou até salão onde ocorria o evento.
Os disparos ocorreram antes do esquema de segurança que dava acesso ao salão principal e atingiram um agente de segurança que estava com colete à prova de balas e não ficou ferido.
Tanto a evacuação do presidente quanto a prisão do suspeito foram registradas por câmeras e compartilhados nas redes sociais pelo perfil de Donald Trump. O mandatário estadunidense disse na sua rede social Truth Social que as forças de segurança fizeram um “trabalho fantástico”. Ele também afirmou ter solicitado que evento continuasse, o que não foi permitido pelo Serviço Secreto. De acordo com Trump, o evento será remarcado dentro dos próximos 30 dias.
Falhas na segurança
A falta de segurança para ao acesso ao local do evento chamou a atenção dos jornalistas presentes. A correspondente Raquel Krahenbuhl relatou à Globo News que não houve revista ou raio-x para os convidados e o acesso ao evento era permitido apenas exibindo um convite.
As forças de segurança de Washington acreditam que Cole, que já estava hospedado no hotel, chegou até o andar do evento por meio de um elevador. Ao passar correndo por um dos bloqueios e disparar contra um segurança, os militares disparam contra Cole, que logo após foi detido, como mostram as imagens divulgadas por Trump no Truth Social.
Repercussão internacional
Ao longo da manhã deste domingo (26), presidentes de todo o mundo repudiaram ataques. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou por meio das redes socias e afirmou que “a violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”.
Além do presidente Lula, lideranças da América Latina condenaram o ataque, como a presidentas do México, Claudia Sheinbaum, e a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que repudiaram a violência política.
Já os primeiros-ministros do Canadá, Mark Carney, e da Austrália, Anthony Albanese, elogiaram trabalho das forças de segurança.
Ataques anteriores
O ataque ocorre em um momento em que Trump enfrenta críticas à guerra contra o Irã e uma queda na aprovação do seu governo. Um levantamento publicado pelo The New York Times aponta que a desaprovação do presidente atinge seu nível mais alto, com 58% dos americanos reprovando seu desempenho. O índice é superior ao do fim do primeiro mandato.
Também crescem os questionamentos sobre a saúde mental do presidente, após declarações públicas controversas, imagens de inteligência artificial nas quais Trump aparece como Jesus Cristo publicadas pelo próprio presidente, além da ameaça de genocídio contra o Irã feita em 7 de abril, que repercutiu mundialmente.
Além do tiroteio deste sábado (25), Trump foi alvo de um ataque em seu comício em Butler, na Pensilvânia, durante as eleições, em julho de 2024. O então candidato ficou ferido na orelha e afirmou nas redes sociais que foi atingido por um tiro, mas não houve confirmação oficial na época e alguns veículos da imprensa do país informam que ele foi ferido por estilhaços de vidro de um equipamento.
Dois meses depois, em setembro de 2024, enquanto Trump jogava golfe na Flórida, um homem foi preso pelas forças de segurança após ficar horas escondido em arbusto. Um membro da equipe de segurança do presidente relatou ter avistado o cano de um rifle saindo dos arbustos e disparos foram feitos pela equipe, que também prendeu o suspeito. No entanto, investigadores federais concluíram que Trump estava há mais de 500 metros do suspeito, que não teria campo de visão para efetuar disparos contra o presidente.
Do Brasil de Fato, com informações da AFP









Comentários