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Teatro e Galeria da UFF comemoram 40 anos de cultura

Neste domingo, dia 14 de agosto, a Galeria de Arte e o Teatro da UFF, que integram o Centro de Artes UFF, completam 40 anos. Para essa comemoração, o espaço contará com uma programação especial de peças, musical e uma grande exposição com 62 artistas da cidade,celebrando a força da produção artística fluminense e rememorando a ideia de sua primeira exposição na inauguração da Galeria, em 1982.

Diogo Vilela como Cauby / Foto: Julia Lanari / Divulgação

"É uma forma de comemorar as quatro décadas de intensas atividades que marcam a história de Niterói e da própria universidade, olhando para o passado e projetando o futuro.”, diz o reitor da UFF Antonio Claudio Lucas da Nóbrega.


Essa comemoração marca também uma nova proposta de atuação do Centro de Artes. De acordo com o superintendente, professor Leonardo Guelman, “ao definir a programação, buscamos ampliar o nosso alcance social, que vai desde a política de preços acessíveis à reafirmação da relevância de temas contemporâneos. Mas o grande diferencial é a representatividade e o engajamento da instituição, reafirmando seu caráter diverso, dinâmico e que procura ir além doslugares canônicos nos quais a cultura está inserida".


Exposição 40 anos da galeria


Em 1982, numa época em que a cidade ainda possuía poucos espaços dedicados à arte contemporânea, a Galeria de Arte UFF foi recebida com muita expectativa pelos artistas do município e do entorno. Na ocasião de sua inauguração, foram exibidos trabalhos de 62 artistas na mostra que foi anunciada como “o maior número de artistas plásticos de Niterói reunidos numa coletiva”, assim descrita no cartaz da época. Agora, o Centro de Artes UFF faz uma releitura

dessa exposição.


De 17 de agosto a 5 de setembro, a mesma Galeria reúne outros 62 nomes, repensando o quanto as questões trabalhadas nas artes visuais ganham novos alcances e o quanto a produção local e das cidades vizinhas se mostra atenta a isso. A nova exposição vai contar com trabalhos de artistas que de algum modo se vinculam à atuação na região de alcanceda galeria.


Produções individuais de professores, alunos e ex-alunos da UFF, práticas artísticas em comunidades, artistas nascidos ou residentes em Niterói e cidades vizinhas, obras de artistas que se estabelecem no grafite e na tatuagem e tantas outras possibilidades de produções artísticas marcam as festividades desses 40 anos.

Divulgação

Cauby uma Paixão


No Teatro, um dos grandes destaques é o espetáculo Cauby uma Paixão, estrelado pelo ator Diogo Vilela, nos dias 12, 13 e 14 de agosto. O show-teatralizado percorre a carreira de Cauby Peixoto, com curiosidades da vida artística do cantor niteroiense.


Com roteiro de Flavio Marinho e dirigido por Marco Aurélio Monteiro, a montagem surgiu em 2020, no auge da pandemia, e foi transmitida por uma live via internet. O repertório é baseado no musical Cauby! Cauby! e acrescido de novas canções, que fizeram parte do repertório de Cauby e que habitam o imaginário coletivo até hoje.


É o próprio Diogo Vilela quem canta músicas como Conceição, A Pérola e o Rubi, Molambo, Samba do Avião, New York New York, Onde Anda Você, Força Estranha, Eu e a Brisa, entre outros sucessos.


Ficha técnica resumida:


Elenco: Diogo Vilela

Banda piano Roberto Bahal, bateria Helbe Machado e sax/sopros Fernando Trocado

Roteiro Flavio Marinho

Direção Marco Aurélio Monteiro

Direção de produção Marília Milanez

Direção musical Liliane Secco

Classificação: 10 anos


Serviço:


Diogo Vilela em Cauby uma Paixão

Dias 12, 13 e 14 de agosto

Sexta e sábado 20h/ Domingo 19h

Teatro da UFF: Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói-RJ

Ingressos: R$ 70,00 (inteira)/35,00 (meia)


TUDO, peça conta com Julia Lemmertz e Vladimir Brichta no elenco


O ator e diretor Guilherme Weber traz pela primeira vez à cidade de Niterói a peça TUDO, em temporada inédita no Brasil. As sessões no Teatro da UFF ocorrem nos dias 17 e 18 de agosto. TUDO tem o elenco formado por nomes conhecidos do grande público: Julia Lemmertz, Vladimir Brichta, Dani Barros, Claudio Mendes e Márcio Vito, responsáveis por apresentar à plateia três fábulas morais, escritas pelo argentino Rafael Spregelburd em tom de comédia-dramática.


A primeira fábula, sobre burocracia, mostra um grupo de funcionários de uma pequena repartição cumprindo suas pequenas tarefas, imaginando que são deuses do Olimpo. A segunda se situa em um jantar de Natal onde os convidados darão início à ceia somente após uma contundente discussão sobre valores absolutos no modernismo e pós-modernismo for encerrada.


Na terceira, um escritor vende histórias infantis, enquanto sua esposa permanece em casa, aterrorizada com a possibilidade de seu filho recém-nascido morrer. A peça coleciona diversas indicações ao Prêmio Cesgranrio de Teatro 2022: Melhor Espetáculo, Melhor Direção por Guilherme Weber, Melhor Ator para Cláudio Mendes, Melhor Atriz para Dani Barros, Melhor Cenografia por Dina Salem Levy, e Melhor Iluminação por Renato Machado.


Ficha técnica resumida:


Da obra de Rafael Spregelburd

Direção: Guilherme Weber

Elenco: Julia Lemmertz, Dani Barros, Vladimir Brichta, Claudio Mendes e Márcio Vito


Serviço:


TUDO

Peça teatral com Julia Lemmertz, Vladimir Brichta, Dani Barros, Claudio Mendes e Márcio Vito

Direção: Guilherme Weber

Dias 17 e 18 de agosto

Quarta-feira e Quinta-feira, 20h

Teatro da UFF: Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói-RJ

Ingressos: R$ 70,00 (inteira)/ 35,00 (meia)

Classificação: 14 anos

Duração: 1h30


Protagonismo feminino


Fechando o mês, dois monólogos protagonizados por mulheres:


- 'Ninguém sabe o meu nome'


Nos dias 19 e 20 de agosto, Ana Carbatti encena 'Ninguém sabe o meu nome'. Na montagem, Ana é Iara, uma mulher preta de meia idade, mãe de Menino, uma criança preta. Em uma conversa íntima com o público, questiona sua própria existência e sua função na sociedade, como mulher e mãe: educar seu filho para que cresça e floresça em sua pureza ou despi-lo, ainda em tenra idade, de sua inocência de modo a prepará-lo para o enfrentamento de uma sociedade que não o reconhece como igual.


A peça tem dramaturgia de Inez Viana e Mônica Santana, direção de Inez Viana e Isabel Cavalcanti e texto da própria Ana Carbatti.


Ficha técnica resumida:


Idealização: Ana Carbatti

Texto e encenação: Ana Carbatti

Dramaturgia: Inez Viana e Mônica Santana

Direção: Inez Viana e Isabel Cavalcanti


Serviço:


Ninguém sabe o meu nome, com Ana Carbatti

Dias 20 e 21 de agosto

Sábado 20h, domingo 19h

Teatro da UFF: Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói-RJ

Ingressos: R$ 30,00 (inteira)/ 15,00 (meia)


- 'Cora do Rio Vermelho'