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Temporais em SP deixam 500 mil imóveis sem luz pelo 3º dia seguido


(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Pelo menos 500 mil imóveis amanheceram sem luz nesta segunda-feira (6) na Grande são Paulo, três dias após os temporais que atingiram a capital paulista e a Região Metropolitana, causando sete mortes.


Em nota, a Enel São Paulo informou que restabeleceu a energia em 76% dos imóveis afetados, e que 1,6 milhão de clientes tiveram o serviço normalizado. A empresa afirmou que a queda de árvores tornou o trabalho de restabelecimento complexo.


"Devido à complexidade do trabalho para reconstrução da rede atingida por queda de árvores de grande porte e galhos, a recuperação ocorre de forma gradual. Em atuação conjunta com Corpo de Bombeiros, Prefeitura e outras autoridades, a companhia tem priorizado os casos mais críticos, como serviços essenciais e a conexão das escolas onde seriam aplicadas as provas do ENEM", diz a nota da empresa.


A prefeitura de São Paulo destacou que pelo menos 125 árvores caídas precisaram ser desenergizadas para que pudessem ser removidas. Em entrevista concedida nesta manhã, o prefeito, Ricardo Nunes, responsabilizou a Enel pela demora na normalização do serviço.


"Ainda temos 413 mil consumidores sem energia na cidade de São Paulo. Estamos aqui com todo o esforço, ampliamos as equipes, estamos com a Defesa Civil, pessoal das subprefeituras para poder trazer a cidade de volta o quanto antes. Mas em muitas situações a gente depende que a Enel faça o seu trabalho de desligamento para poder remover as árvores e reestabelecer a energia. Situação bastante difícil", disse o prefeito.


Ele acrescentou que 10 mil árvores precisaram ser removidas por risco de queda. "É um número bastante considerável", disse Nunes, acrescentando que os temporais do último fim de semana "afetaram até mesmo árvores saudáveis".


Governo federal cobra resposta

(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O governo federal vai cobrar providências e explicações da concessionária Enel sobre o apagão que já dura quatro dias em diversos pontos da capital paulista. A queda de energia chegou a afetar o funcionamento de locais como o Parque Ibirapuera, onde está sendo realizada a 35ª Bienal de São Paulo, e escolas que realizariam, neste domingo (5), o Exame Nacional do Ensino Médio.


Após determinação do ministro da Justiça Flávio Dino na rede social X, o secretário nacional do Consumidor, Wadih Damous, informou que irá notificar a Enel para prestar informações, no prazo de 24 horas, sobre a regularização do serviço, canais de atendimento aos consumidores, bem como sua ampliação no período de maior demanda, planejamento para enfrentar a situação, minimizar danos e ressarcir os consumidores.


A secretaria, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ainda deve exigir da concessionária um plano de contingência frente a eventos climáticos extremos, "com detalhamento claro das ameaças, resposta imediata ao problema, prazos de conclusão, bem com os recursos e pessoal envolvidos e cronograma de atendimento imediato e a médio prazo".


Outra providência que o governo deve tomar é solicitar informações à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre dados e monitoramento da prestação contínua e sobre a eficiência da Enel. Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) anunciou a criação de um canal de denúncia para acompanhar o caso.


O secretário destacou que a interrupção de fornecimento de energia elétrica abrangeu tanto a capital como 23 municípios da região metropolitana, afetando mais de 2 milhões de pessoas.


"Isso é uma situação inaceitável. Pessoas com prejuízos materiais, houve mortes, risco à segurança, risco à saúde, por conta da imprevidência de uma empresa."


Com a Agência Brasil

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