Toffoli cita 'fartos indícios' de novos crimes de dono do Banco Master
- Da Redação

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse haver “fartos indícios” de que os suspeitos investigados no caso do Banco Master continuam a praticar crimes, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Toffoli fez a observação ao autorizar a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (14) pela Polícia Federal (PF). Na decisão, o ministro reclamou da demora para o cumprimento de medidas de prisão e buscas, que foram realizadas um dia depois do prazo determinado por ele.
As medidas, que incluem a prisão preventiva de Fabiano Campos Zettel e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens, deveriam ter sido cumpridas até o dia 13 de janeiro pela autoridade policial, frisou Toffoli, “diante da gravidade dos fatos e necessidade de aprofundamento da investigação, com fartos indícios de práticas criminosas de todos os envolvidos”, escreveu o ministro.
Relator do caso Master, Toffoli afirmou ter lhe causado “espécie” a demora no cumprimento das diligências, “posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaraterizando as provas essenciais ao deslinde da causa”. Ele acusou a PF de “falta de empenho no cumprimento da ordem judicial”.
Zettel, que é cunhado de Vorcaro, foi preso de madrugada, no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para os Emirados Árabes Unidos. As demais diligências foram cumpridas a partir das 6h.
Além da prisão de Zettel, foram alvo de mandados de busca o empresário Nelson Tanure, gestor de fundos ligados ao Master, e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos.
Segundo as investigações, eles são suspeitos de desvios de recursos do sistema financeiro para abastecer o patrimônio pessoal. Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão. Diversos carros e outros itens de luxo foram apreendidos, bem como mais de R$ 90 mil em espécie.
Toffoli determinou que todos os bens, documentos e eletrônicos apreendidos sejam levados para a sede do Supremo, em Brasília, onde devem ser mantidos.
Em nota, o gabinete de Toffoli disse "que o acautelamento imediato tem por finalidade a preservação das provas recolhidas pela autoridade policial e serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes".
'Maior fraude bancária da história'
Nessa terça-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que do Master pode se configurar como a maior fraude bancária da história do país. Ele ponderou que é preciso "tomar todas as cautelas devidas, mas, ao mesmo tempo sendo bastante firmes em defesa do interesse público".
A liquidação do Master ocorreu após investigadores descobrirem suspeitas de negócios fraudulentos na venda de carteiras de crédito forjadas do Master para o Banco de Brasília (BRB) num valor de R$ 12,2 bilhões. Vorcaro passou 12 dias preso e está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica desde 29 de novembro.
Com a Agência Brasil










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