Toffoli obriga Lava Jato a entregar base de dados à PGR


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou que as forças-tarefa da Lava Jato do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo entreguem à Procuradoria-Geral da República (PGR) todos os dados já colhidos pela operação. A decisão é vista como a segunda grande derrota da Lava Jato depois das denúncias de manipulações e atropelos da lei e seletividade punitivista que foram reveladas pelo The Intercept Brasil e um consórcio de mídias, na chamada Vaza Jato.

Toffoli atendeu a um pedido da PGR, que apontava "resistência" de procurados da Lava Jato em compartilhar informações da força-tarefa.

A Procuradoria Geral da República, hoje comandada pelo procurador Augusto Aras, nomeado diretamente pelo presidente Jair Bolsonaro desconsiderando a lista tríplice, recentemente, relatou desconfiar que há suspeita de que a Lava Jato estaria burlando a lei para investigar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. A força-tarefa de Curitiba, que é comandada pelo procurador Deltan Dallagnol, negou.

Depois de ultrapassar quase incólume pelas denúncias da Vaza Jato sobre atropelos da lei e seletividade punitivista, a Lava Jato pode sofrer seu maior revés, se ocorrer a centralização de todos esses grupos, de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo, dentro da da PGR.

O embate dos procuradores da Lava Jato com o poder central do Ministério Público se tornou escandalosamente público após a visita da subprocuradora, Lindôra Araújo, a Curitiba. Lindôra foi acusada por procuradores da Lava Jato de querer ter acesso a dados sigilosos da força-tarefa e de inspecionar os trabalhos da equipe. Sua ida à capital do Paraná causou uma crise que já culminou na saída de três integrantes do grupo de trabalho na PGR.

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