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Torres depõe sobre minuta golpista em ação que mira Bolsonaro


Anderson Torres, ministro da Justiça de Bolsonaro: minuta golpista em casa (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ex-ministro da Justiça durante o governo Bolsonaro (PL) e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres prestou depoimento nesta quinta-feira (16) ao corregedor-geral Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, numa ação que apura condutas capazes de tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível, em caso de condenação.


Torres foi interrogado na ação de investigação judicial eleitoral (Aije) que apura eventual crime eleitoral na conduta de Bolsonaro durante reunião com embaixadores, em julho do ano passado, na qual ele repetiu teorias da conspiração sobre urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro e promoveu ameaças golpistas.


A ação de inelegibilidade contra Bolsonaro foi apresentada pelo PDT, e o depoimento no TSE foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido do corregedor-geral Eleitoral, para esclarecer a chamada minuta do golpe, documento encontrado na casa de Torres e cujo texto previa uma intervenção do governo federal na Justiça Eleitoral e a reversão do resultado das urnas, em afronta à Constituição.


Preso desde 14 de janeiro em Brasília, Torres respondeu às perguntas por cerca de uma hora e meia por videoconferência. Segundo a Folha de São Paulo, ele alegou que desconhece a autoria da minuta golpista apreendida em sua casa durante busca da Polícia Federal em inquérito sobre os atos do 8 de janeiro.


Na decisão em que incluiu a minuta golpista nos autos da ação, Benedito Gonçalves escreveu que a minuta pode ter relação com a apuração da legalidade da reunião com embaixadores.


"Questão controversa, admitida ao debate, é se a repercussão eleitoral do discurso e sua gravidade podem ser evidenciadas pela minuta de decreto de Estado de Defesa apreendida em 13/01/2023 pela Polícia Federal na residência de Anderson Torres", afirmou o ministro.


Ao comentar o caso nas redes sociais, à época da apreensão do documento e antes de ser preso, Torres disse que a minuta de decreto encontrada em sua casa foi vazada "fora do contexto”.


De 16 ações de investigação que podem tornar Bolsonaro inelegível, duas têm como alvo principal os ataques ao processo eleitoral e às urnas eletrônicas, sem nunca ter apresentado nenhuma prova.


Se for condenado, Bolsonaro poderá ficar inelegível por oito anos.

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