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Torres será extraditado se não se apresentar até segunda (16/1)

Atualizado: 14 de jan. de 2023

O Governo Federal irá esperar até a próxima segunda-feira (16/1) para que o ex-secretário e ex-chefe da pasta, o delegado Anderson Torres (União), se apresente à Justiça. Caso isso não ocorra, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), disse que o Executivo deverá pedir a sua extradição ao governo dos Estados Unidos. A declaração foi feita após uma cerimônia em que homenageou os agentes que combateram os invasores terroristas em Brasília neste domingo (8/1).

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

“Caso essa apresentação não se confirme, pelos mecanismos de cooperação internacional, vamos deflagrar na próxima semana os procedimentos voltados para a

realização de extradição”, continuou.


A fala de Dino acontece um dia após a apreensão de uma proposta para instauração de um Estado de Defesa pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL),

encontrado no armário de Torres, em sua residência. A Polícia Federal continua investigando e elaboração do documento.


Anderson Torres é investigado em um inquérito que apura sua responsabilidade nos atos terroristas na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF). Em razão disso, teve a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Torres estava em 'viagem de férias' em Orlando, nos Estados Unidos. Há informações de que ele se encontrou com o ex-presidente Jair Bolsonaro.


“Temos o anúncio de que o senhor Anderson, nos próximos dias, após a decretação de prisão, iria se apresentar, mas não houve ainda a marcação da data [de

apresentação]. Nós vamos aguardar até a segunda-feira, nós desejamos que ele se apresente”, iniciou Dino, sobre uma eventual prisão.


Com uma nova decisão de Moraes, outro inquérito sobre a responsabilidade de Torres nos atos terroristas segue separado ao dos atos bolsonaristas antidemocráticos e organização de acampamentos, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).


A previsão de aliados mais próximos a Torres é de que os processos a que ele responderá resultarão na sua exoneração da corporação, já que Torres é delegado da PF. Isso sem falar em uma possível condenação pelo 'conjunto da obra'.

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