Trabalhadores vão às ruas protestar contra Bolsonaro

O Dia do Trabalho, comemorado neste domingo (1/5), foi marcado por manifestações contra o governo Bolsonaro em diferentes capitais do país. Atos em protesto ao desemprego, ao desgoverno, ao desrespeito à democracia, à perda de direitos e pela vida ocorreram em Fortaleza, Brasília, Vitória, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Natal, Florianópolis, São Paulo e Aracaju. Em todas as cidades houve participação de movimentos sindicais e em defesa do ex-presidente Lula, pré-candidato do PT.

Foto: Redes Sociais

Lula discursou no ato realizado em São Paulo e afirmou que "alguém melhor" que Bolsonaro irá "ganhar as eleições" presidenciais de outubro.


Emprego, Direitos, Democracia e Vida


Em Fortaleza, o ato começou às 9h, com concentração e início de uma passeata que partiu da Areninha do Bairro Pirambu com percurso previsto até a Vila do Mar, no Bairro Barra do Ceará. Manifestantes exibiram faixas em defesa de emprego e reivindicando demandas trabalhistas.


Em Brasília, manifestantes se reuniram contra Bolsonaro pela manhã, na Asa Norte. Na Explanada dos Ministérios, a manifestação pró-governo estava esvaziada e Bolsonaro não participou. Apenas passou por lá, cumprimentou apoiadores rapidamente e não discrusou.


Em Vitória, a manifestação, que contou com atividades culturais, ocorreu na Praça Costa Pereira, no Centro. O ato foi organizado por movimentos sindicais como Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas) , Central Única dos Trabalhadores (CUT), Intersindical e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).


Em Belo Horizonte, grupo sde manifestações a favor e contra o presidente Bolsonar se encontraram nas avenidas Bias Fortes e Álvares Cabral e trocaram ofensas, mas nenhum confronto foi registrado. Os contrários ao governo se concentraram na Praça Afonso Arinos, na Região Centro-Sul da capital mineira e seguiram, a pé, até a Praça da Assembleia, no bairro Santo Agostinho. Os manifestantes seguravam um ônibus escolar com os dizeres "Bolsolão do Busão", em referência aos supostos casos de superfaturamento em compra de escolares por parte do governo federal.


Em Foz do Iguaçu, movimentos sindicais convocaram atos na Praça da Paz, no centro da cidade. O evento contou com a participação de argentinos e paraguaios. Lideranças citaram retrocessos sofridos pelos direitos sociais, paralisação da reforma agrária e defenderam o ex-presidente Lula em seus discursos.


O ato contra Bolsonaro no Rio aconteceu no Aterro do Flamengo, Zona Sul do Rio. Nos cartazes, mensagens pediram a saída do atual presidente e do ministro da Economia, Paulo Guedes. O encontro foi organizado por movimentos sindicais do Rio e partidos de esquerda. Já os bolsonaristas vestidos de verde e amarelo se concentraram na Avenida Atlântica, em Copacabana.


A concentração em Natal foi na Praça das Flores, no bairro de Petrópolis, e teve início às 9h. O ato foi organizado por centrais sindicais. Estiveram presentes representantes de sindicatos dos bancários e trabalhadores da educação, entre outros.


Os atos contra Bolsonaro em Florianópolis aconteceram no final da manhã, próximo ao Terminal Urbano da capital catarinense. Além dos protestos, o ato conta teve manifestações culturais e churrasco coletivo e gratuito.


Em São Paulo, o mais aguardado no palanque montado na praça Charles Miller foi o presidente Lula, que falou sobre "recuperar o Brasil para o povo brasileiro". Aclamado pelos manifestantes, Lula disse que Bolsonaro não pensa no povo.


"Ele só governa para seus milicianos. Alguns, quem sabe, com responsabilidade pela morte de Marielle”, discursou Lula, enquanto o público gritava: “Lula guerreiro do povo brasileiro”.


Participam da organização do ato em São Paulo entidades como CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, Intersindical Central da Classe Trabalhadora e Pública Central do Servidor.


A Avenida Paulista, por sua vez, reuniu apoiadores do governo, que assistiram ao discurso remoto do presidente transmitido em um telão. O distanciamento de Bolsonaro em duas das manifestações mais simbólicas - na Explanada dos Ministérios e na Paulista - indicam, segundo analistas e críticos, que ele preferiu evitar o fiasco, já que os atos em seu favor não reuniram número expressivo de público.


*Com informações do Brasil de Fato e G1.

Toda Palavra_Banner_300x250_Celular.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg