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Trump recua de novo e exclui celulares e computadores do tarifaço

  • 12 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

(Reprodução)
(Reprodução)

Em um novo recuo estratégico em sua guerra tarifária contra o mundo, o presidente Donald Trump decidiu que os Estados Unidos não vão mais taxar smartphones, computadores, processadores e outros eletrônicos. O objetivo é beneficiar gigantes da tecnologia como Apple e Samsung, diante da possibilidade de aumento de desemprego no país. A lista de isenções foi publicada na noite de sexta-feira (11) pela alfândega estadunidense e restringe o alcance do tarifaço ao excluir esses produtos da tarifa de 125% aplicada à China e da tarifa global básica de 10% sobre quase todos os outros países.


A escalada da guerra comercial desencadeada pela Casa Branca, especialmente contra a China – que chegou a 145% de taxação - fez com que os norte-americanos corressem para as lojas para comprar iPhones, com receio de que as tarifas disparassem os preços. O produto depende da importação de peças de alguns países e a montagem é realizada em fábricas chinesas.


No Brasil, no mesmo dia do recuo de Trump, o presidente Lula sancionou a lei que impõe reciprocidade de regras comerciais com outros país. O projeto é de autoria do Senado e busca proteger a economia nacional. Foi sancionado sem vetos e será publicado no Diário Oficial da União na segunda-feira (14).


Embora o projeto conceda ferramentas de “guerra tarifária”, o texto também privilegia a busca de acordos por meio da negociação diplomática, como vem fazendo o governo Lula.


O Brasil foi taxado em 10%, mas teve a tarifa suspensa por 90 dias pelo governo Trump na última quarta-feira (9).


Reação mundial

Segundo reportagem do DW Brasil, consumidores de todo o mundo, principalmente dos países mais atingidos pelo tarifaço - como Canadá e Europa -, já começam a boicotar produtos norte-americanos, tanto em lojas físicas como virtuais.


Na Alemanha, por exemplo, segundo a reportagem, o grupo de pesquisa Cuvey concluiu que 64% da população preferiria evitar os artigos americanos.


Companhias europeias estão igualmente se articulando contra as empresas americanas: o maior varejista da Dinamarca, Salling Group, prometeu marcar os produtos da Europa com uma estrela negra para ajudar os consumidores a identificá-los.


Além do boicote dos consumidores, as empresas norte-americanas vêm perdendo valor de mercado com o vai e vem das bolsas internacionais desde que o tarifaço global foi anunciado em 2 de abril.


Levantamento divulgado pelo Globo mostra que as 500 maiores empresas norte-americanas perderam, entre o dia 1º e 8 de abril, US$ 8 trilhões em valor de mercado. O montante corresponde a três vezes o PIB do Brasil.

 
 
 

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