TSE absolve Bolsonaro-Mourão, mas adverte sobre 2022


(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (28), por unanimidade, arquivar o pedido de cassação da chapa Jair Bolsonaro-Hamilton Mourão por abuso de poder político e financeiro, e financiamento de um esquema de disparo em massa de fake news na eleição passada. Oitavo a votar, o ministro Alexandre de Moraes, que também é membro do Supremo Tribunal Federal, aproveitou para dar um recado direto: "Se houver repetição do que ocorreu em 2018, o registro será cassado e as pessoas irão para a cadeia", disse Moraes, apesar de ter seguido o voto do relator, que absolveu a chapa. Moraes será o próximo presidente do TSE, a partir de 2022.

"O lapso temporal pode ser impeditivo para uma condenação, mas não é impeditivo de absorção da Justiça Eleitoral do que deve ser combatido nas eleições de 2022", declarou o ministro, ressaltando que o "gabinete do ódio existe sim", referindo-se à divulgação e disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos às autoridades e instituições, a partir do chamado "gabinete do ódio" comandado por filhos do presidente Bolsonaro, assessores especiais da Presidência da República, além de uma grande rede de colaboradores espalhada pelo país, formada em sua grande maioria por assessores de parlamentares federais e estaduais.

Para o ministro, embora as provas não estejam no processo que pede a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão, não se pode negar o que tem acontecido no país.

“Não podemos confundir a neutralidade da Justiça com tolice. Podemos absolver a chapa por falta de provas, mas nós sabemos o que ocorreu. Sabemos o que vem ocorrendo”, disse Moraes, que também está à frente do inquérito das fake news no STF.


300x250px.gif
728x90px.gif