TSE torna Cláudio Castro inelegível até 2034
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou, na noite desta terça-feira (24), o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), à inelegibilidade por oito anos, por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022. Além dele, também foram condenados o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado afastado Rodrigo Bacellar, e o ex-vice-governador Thiago Pampolha. O placar final foi de 5 a 2 pelas punições.
Acompanharam o voto da relatora, Isabel Gallotti, pela condenação, os ministros Estela Aranha, Antônio Carlos Ferreira, Floriano Azevedo Marques e Cármen Lúcia. Os ministros Kássio Nunes Marques e André Mendonça foram os únicos a defender a absolvição.
Na segunda-feira (23), Cláudio Castro renunciou ao mandato, enquanto tentava uma última cartada para adiar o julgamento. Ele anunciou que seria candidato ao Senado nas eleições de outubro.
Contudo, com a condenação, ele ficará inelegível até 2034 e, desta forma, haverá eleição indireta para a escolha do novo governador do Rio, o que foi definido por uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa do estado.
O TSE julgou recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da coligação do ex-deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) para reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio de 2024, rejeitou a cassação do mandato e absolveu o ex-governador e os outros acusados.
Castro foi acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, por uso da estrutura da Fundação Ceperj e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) para contratação de cabos eleitorais, com distribuição de cargos e recursos públicos para ampliar apoio político durante o período eleitoral.









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