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TSE pode fechar clubes de tiro e vetar mesário com camisa da seleção


(Foto: Sputnik/João Werneck)

A cinco dias das eleições, algumas medidas ainda estão sendo analisadas pelos órgãos eleitorais a fim de evitar conflitos e discussões que podem levar a casos graves de violência durante o dia 2 de outubro.


Duas propostas estão sendo defendidas pela Coalizão em Defesa do Sistema Eleitoral, que reúne mais de 200 entidades e movimentos da sociedade civil: uma é o fechamento de clubes de tiros e a outra é mesários não usarem camisas da seleção no dia.


De acordo com o Globo, o fechamento de clubes de tiro no dia do pleito foi o principal assunto da reunião desta segunda-feira (26) da comissão de transparência eleitoral, grupo criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para aumentar a fiscalização do processo de votação.


Outro tema discutido foi a possibilidade de o TSE proibir que mesários vistam a camisa da seleção brasileira no dia da eleição, de acordo com a mídia.


Entretanto, para os clubes de tiro, a coalizão quer que esses locais permaneçam fechados não apenas no dia da eleição, mas em todo o período que vai de sexta-feira (30), dois dias antes do pleito até a terça-feira (4), dois dias depois.


O temor com a circulação de armas no dia de votação também foi levantado na reunião pelos representantes do Pacto pela Democracia e do Instituto Não Aceito Corrupção.


Inscrições combinadas de mesários bolsonaristas?

Sobre os mesários serem proibidos de usar a camisa da seleção brasileira nas seções eleitorais, a coalizão argumentou que ela foi "apropriada" por apoiadores do presidente, Jair Bolsonaro, e tornou-se um símbolo da campanha do atual ocupante do Palácio do Planalto, o que pode confundir eleitores que forem às seções eleitorais no próximo domingo (2).


A legislação eleitoral proíbe que servidores da Justiça Eleitoral e os mesários usem "vestuário ou objeto que contenha qualquer propaganda de partido político, de coligação ou de candidato".


Há também desconfiança por parte do TSE que grupos de bolsonaristas possam ter combinado para se voluntariarem como mesários na eleição. Este ano, houve recorde de inscrições, passando de 430 mil em 2018 para 830 mil, aumento de 93%. Ao todo, 2 milhões de pessoas trabalharão nas eleições, sendo que 48% são voluntários. Há um receio dos técnicos do TSE de que regras, como a que estabelece obrigação de o eleitor entregar o celular na hora de votar e a de assinatura do livro e entrega do comprovante de votação, não sejam respeitadas por mesários bolsonaristas.


Com a Sputnik

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