UFF usa Inteligência Artificial a serviço da saúde

O uso de Inteligência Artificial vem sendo testado na Universidade Federal Fluminense (UFF), no desenvolvimento de soluções para as áreas de saúde e energia. A engenheira de Computação e professora titular de Ciência da Computação Débora Muchaluat Saade coordena projetos de pesquisa com Redes de Computadores e Multimídia aplicadas a algumas doenças, e também na área de energia com as chamadas smart grids, as redes elétricas inteligentes.


Terapias com IA para idosos na UFF / Divulgação

Uma das aplicabilidades do projeto na área de saúde é colocar a Inteligência Artificial a serviço de terapias alternativas para pacientes com doenças neurodegenerativas relacionadas ao envelhecimento, como demência, Alzheimer e comprometimento cognitivo leve. Para isso, um dos objetivos é construir uma sala multimídia no Ambulatório de Idosos da UFF, no campus Mequinho, no Centro, em Niterói.


“Estamos reunindo esforços para construir um espaço onde esses pacientes poderão ser estimulados com recursos multimídia imersivos, interativos e sensoriais, em um ambiente planejado para a realização de jogos virtuais e outras terapias para ajudar a ativar capacidades neurocognitivas, como a memória e a concentração. Trata-se de um sistema Multiple Sensorial Media (MulSeMedia), que integra conteúdo multimídia e efeitos sensoriais. São oferecidos efeitos que remetem às sensações de calor e frio, de vento e aromas”, contou.


Outra aplicabilidade dos projetos é no desenvolvimento de sistemas de suporte ao diagnóstico para médicos e profissionais de Saúde.


“As tecnologias avançadas de IA para auxílio ao diagnóstico e à decisão médica estão na fronteira do conhecimento, e vêm sendo cada vez mais adotadas no mercado como importantes aliadas aos profissionais de saúde. Com esse suporte, os prestadores de cuidados de saúde podem se concentrar no paciente e na qualidade do atendimento”, disse Débora, que coordena na UFF o laboratório MídiaCom".


Em parceria com profissionais do Centro de Referência e Atenção à Saúde do Idoso do Serviço de Geriatria do Hospital Universitário Antônio Pedro (Crasi/UFF), dirigido pela médica e professora Yolanda Boechat, ela desenvolveu um sistema computacional que emite uma segunda opinião para o médico, no diagnóstico de doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento.


“Essa é uma pesquisa que realizamos há vários anos. O protótipo desenvolvido não é um sistema estático. Ele é atualizado constantemente a partir das informações dos próprios médicos, para que possamos aperfeiçoá-lo. Quando o médico informa ao sistema os dados demográficos do paciente e os resultados dos seus testes neuropsicológicos, técnicas de IA indicam um possível diagnóstico, servindo como uma segunda opinião ou como um apoio para um médico que não é especialista”, detalhou.


O sistema, que começou a ser desenvolvido em 2013 com apoio do edital Apoio ao Estudo de Temas Relacionados à Saúde e Cidadania de Pessoas Idosas (Pró-Idoso), lançado então pela FAPERJ, teve resultados promissores e segue para uma segunda aprovação do Comitê de Ética, visando testes na rotina clínica do Crasi/UFF. Na fase inicial do seu desenvolvimento, contou com a parceria do professor Jerson Laks, do Instituto de Psiquiatria da UFRJ.


Smart Grids


Os estudos de redes e sistemas inteligentes coordenados por Débora também vêm sendo aplicados na área de Energia, com novas soluções para as redes elétricas inteligentes.


Débora Saade / Divulgação

“As smart grids são uma tendência sem volta para modernizar as redes elétricas com tecnologias digitais. Existem novas especificações de equipamentos elétricos e protocolos para o intercâmbio de dados, que tornam a rede muito mais eficiente e facilitam o monitoramento da rede elétrica”, explicou.


A solução, baseada no conceito de Redes Definidas por Software (em inglês, Software Defined Networks), foi o tema da tese da sua ex-aluna, Yona Lopes, quando esta cursou o doutorado sob sua orientação. Hoje, Yona é professora do Departamento de Engenharia Elétrica na UFF. Com base nesses estudos, a empresa distribuidora de energia Taesa está implantando uma solução SDN para teleproteção em uma linha de transmissão entre as subestações Samambaia e Serra da Mesa, no interior de Goiás, a cerca de 200 quilômetros de Brasília.


“São muitas as possibilidades de aplicações práticas da Inteligência Artificial, em todas as áreas do conhecimento”, destacou Débora.


Para a pesquisadora, as inovações com base na IA devem se tornar cada vez mais comuns e fazer parte do cotidiano das pessoas nos próximos anos.


“Há muitos trabalhos acadêmicos em âmbito internacional que visam ao desenvolvimento de soluções de IA. Elas vão auxiliar o trabalho de profissionais de diversas áreas e não acredito que os algoritmos substituirão as pessoas, mas serão importantes sistemas de apoio”, ponderou.


*Com informações da FAPERJ.

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