UFRJ: manifestação contra cortes e risco de paralisação


Foto: Divulgação/UFRJ

Melhor universidade federal do país e segunda da América Latina, a UFRJ corre risco de ter suas atividades paralisadas em julho, por falta de recursos, segunda a reitora Denise Pires de Carvalho. Por conta disso, estudantes já estão se mobilizando para realizar uma manifestação na próxima sexta-feira (14).

Com cortes de verba sucessivos desde 2013, somados ao bloqueio de R$ 41,1 milhões neste ano, os serviços da instituição estão ameaçados. Em artigo publicado no jornal O Globo no dia 6 de maio, a reitora Denise Pires e o vice-reitor Frederico Leão afirmaram que o orçamento discricionário aprovado pela Lei Orçamentária para a UFRJ em 2021 é 38% do que foi empenhado em 2012. A dificuldade orçamentária ameaça o pagamento de contas básicas como água, limpeza, segurança e eletricidade, garantem os dirigentes.

Para tentar mobilizar a sociedade, o governo e os deputados federais, os estudantes se reunirão, na próxima sexta-feira a partir das 17h, em frente ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFCS), no Largo São Francisco de Paula, no Centro da cidade. O ato é convocado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). Nas redes sociais, a mobilização iniciada pela Associação de Pós-Graduandos da UFRJ já conta com o apoio de mais de 60 mil pessoas, que assinaram um abaixo-assinado virtual para pressionar o Ministério da Educação e o Congresso Nacional em relação ao orçamento da instituição. A dificuldade no orçamento, além de ameaçar o pagamento de contas básicas, põe em risco também uma série de atividades que são realizadas pela Universidade. Segundo os reitores, a paralisação pode afetar os laboratórios, hospitais, unidades de saúde, museus e bibliotecas administrados pela instituição, além de bolsas e auxílios, como o "auxílio digital", que tem ajudado estudantes a se manterem na universidade mesmo com o ensino remoto em função da pandemia de Covid-19. Pesquisas de duas vacinas nacionais contra o coronavírus, que estão sendo desenvolvidas na universidade, também podem ser paralisadas.

“O governo optou pelos cortes e não pela preservação das instituições. A universidade está sendo inviabilizada. Em dez anos, nos restará perguntar onde estará a capacidade de resposta na próxima emergência sanitária e qual será a opção terapêutica milagrosa que colocarão à venda”, disse a reitora no artigo.

Segundo o Ranking Universitário Folha, a UFRJ é a universidade mais inovadora do país, fator que a instituição atribui à sua pluralidade, tendo em seu corpo social mais de 65 mil estudantes (nesse âmbito, anualmente, 5 mil se formam na graduação e 2,6 mil dissertações e teses são produzidas), 4 mil docentes (sendo que 9 em cada 10 têm doutorado), 3,7 mil técnicos-administrativos atuantes nos hospitais da UFRJ e 5,6 mil em demais unidades.

A UFRJ é a primeira instituição oficial de ensino superior do país, com atividade desde 1792 (Escola Politécnica, a sétima escola de Engenharia do mundo e a mais antiga das Américas) e organizada como universidade em 1920. É presença registrada nas 15 melhores posições dos mais diversos rankings acadêmicos na América Latina, a instituição conta, hoje, com 172 cursos presenciais de graduação, 4 de graduação a distância, 315 de especialização e 224 programas de pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado), além de mais de 1.700 ações de extensão.

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