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Uso de cloroquina deve ser abandonado urgente, diz SBI

  • 18 de jul. de 2020
  • 2 min de leitura

A hidroxicloroquina não tem efeito no tratamento da Covid-19 e seu uso deve ser abandonado com "urgência", disse na sexta-feira (17) a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Os infectologistas que assinam a nota dizem que novos estudos indicam a ineficácia do medicamento no tratamento de qualquer fase da doença, inclusive na prevenção.

"Com essas evidências científicas, a SBI acompanha a orientação que está sendo dada por todas as sociedades médicas científicas dos países desenvolvidos e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de que a hidroxicloroquina deve ser abandonada em qualquer fase do tratamento da Covid-19", diz a SBI.

Apesar de estudos e pesquisas científicas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) reafirmarem a ineficácia do uso da cloroquina no tratamento da Covid-19, Jair Bolsonaro continua a propagar o uso do medicamento como se fosse a cura da doença.

Neste sábado (18), Bolsonaro voltou a usar as redes sociais para sugerir a eficácia da hidroxicloroquina. "FoxNews mostra estudos sobre a eficácia da Hidroxicloroquina no combate ao Coronavírus", escreveu, publicando um vídeo de uma reportagem do canal que destaca uma pesquisa de Michigan (EUA) que indicaria a eficácia do remédio contra a Covid-19.

O presidente, que divulgou estar com Covid-19, disse que utilizou o medicamento em seu tratamento. Em transmissões em redes sociais, ele chegou a segurar uma embalagem da droga e elogiou a cloroquina para combater a doença, mesmo admitindo que não existe comprovação científica de sua eficácia.

'Não gastando dinheiro público'

Após a saída de Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich do Ministério da Saúde, por determinação de Bolsonaro, a pasta passou a promover o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, inclusive na fase inicial da doença, o que foi oficializado com publicação de portaria orientada ao Sistema Único de Saúde.

​A SBI, por sua vez, pede que Ministério da Saúde, estados e municípios reavaliem suas orientações, "não gastando dinheiro público em tratamentos que são comprovadamente ineficazes e que podem causar efeitos colaterais".

A organização cobrou o uso de recursos financeiros, tecnológicos e humanos em tratamentos comprovadamente eficazes e seguros para pacientes com coronavírus.

 
 
 

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