Vândalos atendem Bolsonaro e invadem hospital no Rio


Hospital de referência para o tratamento da covid no Rio, foi citado por Bolsonaro como se tivesse leitos vazios

Um dia depois de Jair Bolsonaro pedir, durante sua live semanal na internet, que apoiadores penetrem em hospitais e filmem as condições do local, pondo em dúvida se há realmente pacientes internados com coronavírus, um grupo de vândalos e arruaceiros invadiu na tarde desta sexta-feira o hospital de referência para o tratamento de covid-19 Ronaldo Gazolla, no Rio, chutando portas e derrubando computadores no chão.

Em 2 de abril, o presidente Jair Bolsonaro ao declarar que desconhecia hospitais lotados no Brasil por conta da Covid-19, citou o Hospital Ronaldo Gazolla: “Tem um hospital no Rio de Janeiro, um tal de Gazolla, que se não me engano tem 200 leitos, só tem 12 ocupados até agora”.

O grupo, formado por seis pessoas, penetrou em alas restritas a médicos e pacientes e tentou, inclusive, invadir leitos de pacientes internados. “Eles gritavam, pelo quinto andar da unidade, que tinham direito de verificar os leitos, para ver se estavam mesmo ocupados, e por vezes, ainda segundo relatos de quem presenciou tudo, também gritavam: Mentira!, mentira!”, segundo informou o jornal O Globo.

Os invasores foram contidos e retirados do hospital pela Guarda Municipal.


Hospital foi alvo de fake news

No final do mês de março, circulou nas redes sociais um áudio de um suposto médico do Hospital Ronaldo Gazolla, endossando as opiniões de Bolsonaro de que as pessoas devem interromper a quarentena para trabalhar.

O autor do áudio, não identificado, dizia não existir risco de que o coronavírus possa matar pessoas com menos de 45 anos, o que contradiz dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio negou que o suposto médico trabalhasse no hospital.


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