Vacina russa tem tecnologia nova e avançada

O estado do Paraná e a Rússia assinaram, no dia 12 de agosto, um acordo para o desenvolvimento da vacina Sputnik V, do Instituto Gamaleya. O governo estadual planeja iniciar os testes da Sputnik V em 45 dias, com cerca de dez mil voluntários.

Vacina russa Sputnik V será testada em voluntários no Paraná. Foto: Reprodução

Jorge Callado, diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) — centro de pesquisa responsável por todas as etapas do projeto no Brasil, desde os testes em laboratório até a distribuição das doses — disse em entrevista à agência Sputnik Brasil que os primeiros a participar dos testes serão profissionais de saúde que atuam em hospitais públicos universitários do estado. Depois, segundo ele, a testagem será estendida a grupos de risco.


Callado explicou que o Tecpar e o Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya deverão desenvolver, em até 30 dias, o protocolo de validação que será enviado para a Anvisa e para a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).


"A previsão inicial são de três meses de testes, mas o acompanhamento de eficácia da vacina ocorre por um período de, no mínimo, dois anos", disse ele.


Se os testes da fase três forem positivos, o instituto vai tentar importar da Rússia as primeiras doses. O diretor-presidente do Tecpar elogiou a tecnologia utilizada no desenvolvimento da Sputnik V.


"É uma tecnologia avançada que utiliza dois adenovírus humanos. Esses adenovírus poderão conferir uma segurança a mais em relação a reações adversas, e também poderão estimular o potencial de imunização. É uma tecnologia nova, e nós do instituto estamos abertos para os desafios e oportunidades de evolução e transferência tecnológica", afirmou.


*Com informações da agência Sputnik Brasil.


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