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Vazou: EUA suspeitaram que Rússia usaria plano de Lula a seu favor


(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Interpretação norte-americana de como Moscou manusearia o plano de Lula para criar um grupo de paz vazou junto a diversos outros relatórios. A visita do assessor especial, Celso Amorim, à capital russa também estava descrita nos documentos antes dela acontecer.


Na semana passada, mais de 100 documentos do Pentágono sobre o conflito na Ucrânia vazaram nas redes sociais. O maior foco do conteúdo dos documentos era o Exército ucraniano, as táticas da OTAN e até a espionagem feita pelo governo norte-americano sobre Vladimir Zelensky.


Mas os documentos iam além e chegaram também a países que não estão envolvidos diretamente no conflito. De acordo com os relatórios, a administração Biden achou que o governo russo utilizaria a proposta para criação do "clube de paz" feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como forma de reduzir a pressão do Ocidente contra o Kremlin, relata a coluna de Jamil Chade no UOL.


Moscou acreditava, segundo a inteligência americana, que o plano "para criar um clube de mediadores supostamente neutros para lidar com o conflito na Ucrânia rejeitaria o paradigma do Ocidente de agressor-vítima", escreve o colunista.


Quando Lula esteve em Washington em fevereiro, foi notável a frieza com que a proposta do presidente brasileiro foi recebida. Para Casa Branca, qualquer iniciativa apenas poderia contar com países que declarassem que a Rússia havia sido a única agressora e que a Carta das Nações Unidas havia sido violada por Moscou.


Também para os americanos, segundo os documentos vazados, o governo brasileiro planejava enviar para Moscou uma delegação de alto escalão na primeira quinzena de abril.


De fato, a ação aconteceu no dia 28 de março, quando o assessor especial para assuntos internacionais do presidente da República, Celso Amorim, foi a Moscou e encontrou com presidente Vladimir Putin.


Apesar de ter conversado com Zelensky no início de março e de ter assinado com os americanos um documento conjunto no qual condenava a operação russa, o governo brasileiro mantém dialoga com a Rússia.


Por exemplo, o Brasil foi um dos únicos países a ficar ao lado de uma proposta de Moscou de criar um grupo de investigação na ONU para examinar as explosões do Nord Stream. Ao lado de Brasília, estavam apenas a China e a própria Rússia.


Possivelmente, em sua ida a Pequim, onde chegou nesta quarta-feira (12), Lula vai negociar com o presidente Xi Jinping uma declaração conjunta na qual os dois líderes devem pedir que caminhos diplomáticos sejam estabelecidos para encerrar a guerra. No dia 17 de abril, Brasília recebe a visita do chanceler russo, Sergei Lavrov.


Fonte: Agência Sputnik


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