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Venda ilegal de anabolizantes é alvo do GAECO/MPRJ e Polícia Civil

O Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) e a Polícia Civil, por meio da 76ª Delegacia de Polícia (Niterói), cumprem 15 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão contra pessoas envolvidas em um esquema de comercialização ilegal de anabolizantes, sem autorização ou fiscalização de órgãos de vigilância sanitária.

Reprodução
Reprodução

A Operação Kairós, deflagrada nesta terça-feira (14/1), é resultado de denúncia do GAECO/MPRJ à Justiça contra 23 pessoas pelos crimes de associação criminosa, falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais e crimes contra as relações de consumo.


Os anabolizantes clandestinos alvo da Operação Kairos continham em sua fórmula repelentes de insetos e substâncias usadas contra sarna e piolho.


“Havia a presença de benzoato de metila, utilizados em tratamento de sarna e infestação de piolhos, gerando risco à integridade física dos consumidores”, afirmou Pedro Simão, promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ).


Agentes cumpriram todos os 15 mandados de prisão, e houve 1 prisão em flagrante. Um dos procurados estava em um cruzeiro e foi capturado pela PF.


“Eles costumavam se referir à produção do anabolizante como ‘cozinhar o suco’, com toda a aparência de um laboratório concebido legalmente”, afirmou o delegado Luiz Henrique Marques, titular da 76ª DP (Centro de Niterói).


A quadrilha comercializava os produtos em 26 estados, segundo a delegada Iasminy Vergetti, adjunta da mesma delegacia. Entre as marcas — que não têm registro na Anvisa — estão a Next, Thunder Group, Venon, Pharma Bulls, Supreme, Kraft, Phenix e Blank.


Os mandados obtidos pelo GAECO/MPRJ junto à 5ª Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo são cumpridos em endereços localizados na Capital (Irajá, Vicente de Carvalho, Guadalupe, Méier e Olaria) e mais três municípios: Niterói, São Gonçalo, e Maricá. Também há um mandado de busca e apreensão no Distrito Federal. O GAECO/MPRJ também obteve ordem judicial de bloqueio de R$ 82.062.506,00 da conta dos denunciados.

As investigações do GAECO/MPRJ identificaram as marcas Next Pharmaceutic, Thunder e Plus Suplementos como parte do conglomerado envolvido na venda de anabolizantes.


Segundo os promotores, os criminosos vendiam, expunham à venda e distribuíam produtos sem registro no órgão de vigilância sanitária competente, de procedência desconhecida e adquiridos de empresas sem autorização das autoridades sanitárias. Os produtos eram promovidos e comercializados por meio de sites e redes sociais, sem informações sobre os riscos à saúde, induzindo os consumidores a comportamentos prejudiciais.

As investigações tiveram início em meados de 2024, a partir de postagens identificadas pelo setor de Segurança dos Correios e comunicadas à Delegacia de Crimes Contra o Consumidor (DECON). Estima-se que, desde o início das investigações, tenham sido apreendidos 1.150 frascos contendo substâncias anabolizantes e que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 82 milhões no período.


O GAECO/MPRJ ressalta que, apesar de expressivo, o número de encomendas identificadas e retidas pelos Correios representa apenas cerca de 10% do total efetivamente distribuído pelo grupo. Os denunciados comercializavam as substâncias para clientes localizados em 26 estados brasileiros.


Fonte: MPRJ

 
 
 

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