Vereador Gabriel Monteiro é alvo de busca e apreensão da polícia

Atualizado: 8 de abr.


Policiais civis cumprem mandado de busca e apreensão contra o vereador (Foto: Egberto Ras/Divulgação)

Agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro cumprem 11 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (7) contra o vereador Gabriel Monteiro (PL) e outras seis pessoas do entorno dele. Na casa do vereador, no Recreio dos Bandeirantes, os investigadores apreenderam armas, como uma escopeta calibre 12 e seis pistolas, sendo uma delas do vereador e as demais dos seguranças do parlamentar. Foram apreendidos também aparelhos de celular, inclusive dos PMs que faziam a escolta dele, além de documentos e um dos carros usados por ele.

O político, um ex-PM que ganhou fama como youtuber e foi eleito na onda bolsonarista em 2018, é investigado pelo vazamento de um vídeo em que ele faz sexo com uma adolescente de 15 anos. Ele também é acusado por ex-assessores pela prática de diversos crimes, como fazer orgias com menores, além de assédio sexual, moral e até estupro.

Um dos ex-funcionários, segundo reportagem do Extra, revelou aos agentes que Monteiro chega a faturar R$ 300 mil por mês só com as postagens feitas no Youtube. O Ministério Público do Rio (MP-RJ) abriu um inquérito para apurar se o vereador cometeu improbidade administrativa ao usar o dinheiro público em benefício particular.

Os mandados foram expedidos pelo juiz Guilherme Grandmasson Ferreira Chaves, a pedido do delegado Luís Armond, titular da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes).

Bolsonarista, o vereador entrou para as páginas policiais após uma série de reportagens do Fantástico, da TV Globo, mostrando ex-funcionários de seu gabinete o acusando desses crimes e de outros, como o de forjar atentado a tiros durante agenda política e manipular vídeos com fins eleitoreiros.

Apesar de Monteiro negar todas as acusações, o Conselho de Ética da Câmara de Vereadores do Rio decidiu por unanimidade, nessa quarta-feira (6), abrir um processo de cassação de seu mandato parlamentar. Se se confirmar a quebra de decoro parlamentar, este pode ser o segundo caso de cassação de mandato de vereador do Rio em menos de um ano. O outro foi em junho do ano passado, o do agora ex-vereador Dr. Jairinho, preso pelo assassinato de seu enteado, o menino Henry Borel, de quatro anos.


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