Vereadora e ambulantes de Niterói denunciam truculência de GMs

Atualizado: 16 de fev.

A vereadora Walkíria Nictheroy (PCdoB) e a Associação Assistencial dos Comerciantes Ambulantes do Município de Niterói (ACANIT) solicitaram, nesta terça-feira (15/2), à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), a identificação dos guardas municipais envolvidos na agressão de um homem, que foi chamado por eles de 'macaco'. Um dos agressores seria o mesmo que disparou spray de pimenta no rosto de uma criança de colo de apenas um ano.



Os dois casos ocorreram no protesto de segunda-feira (14/1) pela morte do vendedor de doces Hyago Macedo de Oliveira, em frente à Estação das Barcas, no Centro.


"Viemos compreender as ações que a guarda municipal está realizando na apuração da ação truculenta de ontem. As denúncias são muito graves e nós seguiremos acompanhando o caso e lutando agora que as devidas providências sejam tomadas", disse a parlamentar, que esteve pessoalmente na sede da Seop e foi recebida pelo secretário de ordem pública, Paulo Henrique de Moraes.


A representação da vereadora e da ACANIT também foi encaminhada à Corregedoria Geral da Guarda Municipal de Niterói, e pede a instauração de sindicância administrativa e de procedimentos disciplinares para a investigação das infrações.


O documento descreve o caso como uma "agressão desproporcional e injustificada" e diz que o homem agredido "de forma totalmente gratuita" pela Guarda Municipal "encontrava-se imobilizado pela Polícia Militar" no momento em que os GMs cometeram os abusos.


Ainda de acordo com o texto, o agente que agrediu o homem seria o mesmo que disparou o spray de pimenta no rosto do bebê. Durante o sepultamento do vendedor de balas, o homem que foi chamado de 'macaco' pelos agentes da GM falou sobre o ocorrido.


"Eu fui agredido e não foi por cassetete, foi por um cabo de ferro que amassou na minha perna. Também tenho marcas no corpo de outros dias. Fui chamado de macaco, tá gravado, e estou sendo seguido", afirmou.


Nas redes sociais, os internautas comentaram sobre um vídeo que circula na web com imagens da prisão do rapaz, no qual é possível ouvir o agente cometendo o crime racial, chamando o detido de 'macaco' por duas vezes.


"A primeira o guarda municipal se agacha e fala. E a segunda é quando o homem está sendo levado pela PM", apontou Diego Sangermano no Twitter.


Assista:



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