Vereadora trans, eleita em Niterói, se diz ameaçada


Benny Briolly fui um dos três vereadores eleitos pelo PSOL em Niterói / Reprodução de redes sociais

Benny Briolly (PSOL), primeira vereadora trans eleita para a Câmara de Niterói, denunciou estar estar sendo ameaçada de morte através de e-mails. A parlamentar, que foi eleita este ano e só assume em 2021, divulgou nas redes sociais que está recebendo ameaças iguais às enviadas à deputada federal Talíria Patrone (RJ); às vereadoras Duda Salabert, de Belo Horizonte (MG); Carol Dartora, de Curitiba (SC); à Professora Ana Lucia Martins, de Joinville (SC) e à prefeita de Bauru (SP), Suelen Rosim, todas também negras. Além das ameaças de morte, as mensagens enviadas contêm dizeres racistas e homofóbicos.


"Não adianta avisar à polícia ou andar com seguranças. Nada no mundo vai me impedir de te matar. Vou te matar do mesmo jeito que meu grupo matou a Marielle! Pois é. Nós matamos a Marielle", diz a mensagem enviada à parlamentar eleita. Antes das eleições, Benny já vinha recebendo ameaças e chegou a registrar um boletim de ocorrência por crime de LBGTfobia. Um dos textos recebidos dizia: "Ronie Lessa vai te pegar". Ronie é o suspeito de matar a vereadora carioca Marielle Franco e se encontra preso.


Benny registrou novamente o caso na delegacia. "Iremos tomar as medidas judiciais cabíveis. Ao que tudo indica, o nome que assina todos estes emails, Ricardo Wagner Aroucha, faz parte de uma rede de ódio da internet chamada dogolachan. Mais um ataque coordenado a parlamentares", escreveu Benny em sua rede social.

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