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Viagra e prótese peniana: escândalos militares viram piada


(Foto: Marcos Corrêa/PR)

Primeiro foi a compra de 35.000 unidades de Sildenafila (o Viagra), depois a compra de próteses penianas. O Ministério da Defesa explicou que os comprimidos são para tratar pacientes com hipertensão arterial pulmonar, embora especialistas garantam que dosagens de 25 mg e 50 mg, como as que foram adquiridas pelas Forças Armadas, só servem para tratar disfunção erétil. Mas e as próteses penianas?

O Exército Brasileiro teria adquirido, entre 2020 e 2021, 60 unidades de prótese peniana, que variam de 10 a 25 centímetros de comprimento e são infláveis. A quantia investida teria chegado a R$ 3,5 milhões. Os dados foram compilados pelo senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) e pelo deputado federal Elis Vaz (PSB-GO) e podem ser acessados no Portal de Transparência e no Painel de Preços do governo federal. Os parlamentares preparam uma representação para levar o caso ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) alegando "abuso" da força de segurança nos pedidos. "Consideramos isso um absurdo. Não tem cabimento. As Forças Armadas estão passando dos limites", diz o deputado, que divulgou na segunda-feira (11) a compra de 35 mil unidades de Viagra pelas Forças.

O Exército informou ofcialmente que apenas três próteses penianas foram adquiridas em 2021 para cirurgias de usuários do Fundo de Saúde do Exército, tendo custado cada unidade entre R$ 50 mil e R$ 60 mil.

Mas, de acordo com os documentos levantados pelos parlamentares, as próteses foram entregues para hospitais militares de São Paulo e de Mato Grosso do Sul, e as compras realizadas em três pregões, com um gasto total de R$ 3.475.947,30 assim distribuídos: 10 unidades por R$ 50.149,72 cada, 20 unidades por R$ 57.647,65 cada e 30 unidades por R$ 60.716,57 cada. Na nota, o Exército afirma que "a quantidade de 60 (sessenta) representa a estimativa constante na ata de registro de preços e não efetivamente o que foi empenhado, liquidado e pago pelas Organizações Militares de Saúde". No entanto, a nota não fala de compras feitas em 2020.

Repercussão internacional e memes

O fato é que, além da repercussão nacional, o escândalo também ganhou destaque no maior jornal da Inglaterra, o The Guardian, que noticiou nesta terça-feira (12): “Observadores políticos qualificaram a 'farra do Viagra’ dos militares como uma vergonha para um presidente populista que frequentemente se vangloria de sua suposta virilidade, referindo-se a si mesmo como 'imbrochável'", diz o jornal, ressaltando ainda que parlamentares de oposição ao governo Bolsonaro “estão exigindo respostas após a revelação de que as Forças Armadas do país compraram dezenas de milhares de pílulas para impotência”.

Os brasileiros inundaram as redes sociais de comentários, e até memes, como "nossa pílula jamais será vermelha". Veja na série de posts a seguir.

Pré-candidato do PSB a governador do Distrito Federal, Rafael Parente, escreveu sobre os escândalos de farda lembrando alguns vetos do presidente Jair Bolsonaro (PL) a projetos de interesse social.

"Esculhambação"

"Nossa pílula jamais será vermelha".



"Bonecas infláveis?"



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