Voluntário francês denuncia atrocidades de militares ucranianos

Atualizado: 16 de mai.


(Reprodução)

Ex-atirador do exército francês, Adrien Bocquet retornou recentemente de sua viagem à Ucrânia, onde decidiu ir voluntariamente para ajudar como médico. Em entrevista à Rádio Sud (França), Bocquet denunciou ter visto "provas de muitos crimes de guerra no terreno" cometidos pelos ucranianos.

"Os únicos crimes de guerra que vi durante os dias em que estive lá foram perpetrados pelos militares ucranianos, não pelos militares russos", disse o voluntário francês, acrescentando que não quer dizer que os russos não fizeram nada e apenas limitam para descrever o que você testemunhou em primeira mão.

"Vi crimes abomináveis ​​cometidos por Azov", disse Bocquet, referindo-se ao controverso batalhão neonazista que compõe as forças ucranianas. Ele viu soldados russos presos, "amarrados e espancados", que estavam em uma espécie de galpão como um hangar. "Os russos foram trazidos por três ou quatro pessoas em microônibus", lembra.

Os militares Azov perguntaram aos reféns quais deles eram oficiais e, como Bocquet descobriu, era com o único objetivo de matá-los arbitrariamente no local. "Todos os soldados que saíram da van foram baleados no joelho com uma Kalashnikov. Depois disso, eles ficaram indefesos", disse ele. "Pessoas que tiveram o azar de dizer que eram oficiais foram baleadas na cabeça", acrescentou.

Bocquet, que estava em Kiev e Bucha durante sua viagem, afirmou ter um vídeo de soldados russos sendo baleados no joelho.

Os militares Azov não responderam às perguntas e o voluntário francês não sabe por que o fizeram, mas garantiu que "é isso que está acontecendo em Bucha" e "em toda a Ucrânia", enquanto os membros daquele batalhão se sentem à vontade para fazer o que querem.

"E por que não se fala disso? Todos os bombardeios, todos os obuses que caem sobre Bucha são atribuídos aos russos", disse ele, alertando que os combatentes do batalhão Azov "estão por toda parte, mesmo no Ocidente". com símbolos neonazistas neles."

"Me choca que a Europa continue a fornecer armas para aqueles que para mim são soldados neonazistas, com siglas neonazistas", confessou, observando que em toda a Ucrânia você pode encontrar um militar usando "a sigla da SS ."

Bocquet teve que trabalhar com essas pessoas também e dar-lhes remédios. Compreendendo um pouco de ucraniano e russo, e aproveitando o fato de muitos falarem inglês, certa vez ouviu a conversa em que "riram dizendo que se encontrassem judeus ou negros, reduziriam seu número". "E essa conversa os fez rir muito", enfatizou.

"Há uma enorme lacuna entre o que vi e o que dizem na TV, e acho nojento", concluiu.

O cientista político Eduardo Luque Guerrero também sustenta que "a mídia ocidental está escondendo a verdadeira face da guerra". Em um comentário para a RT, Luque Guerrero lamentou que o Ocidente esteja "financiando a guerra na Ucrânia" e "financiando grupos parafascistas e neonazistas".


Fonte: Agência RT

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