Waldeck: Castro segue na linha de violência de Witzel

Atualizado: 8 de mai. de 2021


Foto: Divulgação

Relator do processo que levou ao impeachment do ex-governador Wilson Witzel (PSC), o deputado estadual Waldeck Carneiro afirmou que o atual governador Cláudio Castro precisa ser responsabilizado pela ação que resultou o massacre na Favela do Jacarezinho, nesta quinta-feira (6), com a morte de 27 pessoas. Waldeck questionou se Castro está querendo sofisticar a "política do tiro na cabecinha" de seu antecessor para dar troféus ao presidente Jair Bolsonaro e ao bolsonarismo.

"O governador precisa ser cobrado. Ele, agora, é o titular do Palácio Guanabara. O que está parecendo é que ele está querendo dar troféus a Bolsonaro e ao bolsonarismo. Já deu o troféu da Cedae e agora dá esse troféu com 25 mortos (a Polícia Civil confirmou a morte de mais duas pessoas nesta sexta-feira). Essa vai ser a política de segurança do Cláudio Castro? Ele vai retomar e vai sofisticar a política do tiro na cabecinha, que era a mola mestra do seu antecessor?", questionou.

O deputado destacou que apenas três das pessoas mortas eram alvo de mandado de prisão e que a sociedade não é contra o combate e enfrentamento do crime, mas dentro da lei.

"Essa chacina foi a operação mais letal da história da polícia do Rio de Janeiro, com 25 mortos (27), sendo um policial e 24 (26) tidos como suspeitos. Desses suspeitos, apenas três eram alvo de mandado de prisão. É claro que precisamos combater e enfrentar o crime, não podemos ser contra isso. Mas isso precisa ser feito com o máximo rigor e na forma da lei e a lei não autoriza a polícia a cometer desmandos e barbaridades", pontuou.

Waldeck também cobrou que o Estado não pode atuar da mesma forma que o crime organizado e voltou a criticar a o posicionamento do governador, que classificou a ação, que deixou um agente da polícia morto, como exitosa. Ele disse que os agentes de segurança precisam ser valorizados e que o governo tem que adotar uma política de inteligência no combate à criminalidade para evitar mortes.

"Quem comete barbaridade, que trabalha na linha do "olho por olho, dente por dente", não é o estado, mas, sim, o crime. É justamente quem devemos combater. É impressionante que o governador chame isso de trabalho de inteligência. Impressionante como policiais comemoram a operação de ontem considerando-a como vitoriosa. Em qual lugar do mundo a polícia comemora uma ação que deixou um policial morto e um monto de gente morta?", questionou novamente o deputado.

Relembre - Na manhã da última quinta-feira (6), um intenso tiroteio que começou com uma operação da Polícia Civil no Jacarezinho, Zona Norte do Rio de Janeiro, terminou com 25 pessoas mortas (agora 27), inclusive um policial. Dois passageiros do metrô foram baleados enquanto viajavam em um vagão da linha 2, próximo à estação Triagem, mas sem risco de morrer. Outros dois policiais civis também se feriram. Clique AQUI para continuar lendo.

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