Wall Street aproveita sanções contra Rússia para ganhar


(Yuen Man Cheung/Legion-Media)

À medida que os Estados Unidos e seus aliados da União Europeia apertam as sanções contra a Rússia e bloqueiam a demanda dos investidores pelos ativos do país eurasiano, alguns em Wall Street estão aproveitando a oportunidade de compra que as sanções ocidentais criaram, relata a agência Bloomberg, com sede em Nova York.

De acordo com a agência, nos últimos dias, o Goldman Sachs Group e o JP Morgan Chase vêm comprando os títulos "deprimidos" de empresas ligadas à Rússia, já que fundos de hedge especializados em comprar dívida barata buscam estocar esses ativos, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

Os bancos geralmente compram dívidas porque seus clientes pedem ou porque esperam encontrar compradores prontos para adquirir esses ativos. Apostar em títulos de alto risco é comum em Wall Street, e as sanções impostas contra a Rússia não proíbem a negociação direta de ativos, esclarece a agência de notícias.

Recursos mais solicitados

O Goldman Sachs está pedindo principalmente dívida corporativa de empresas como a siderúrgica de mineração Evraz Plc, a gigante de energia Gazprom e a empresa estatal de transporte ferroviário Russian Railways (RZhD), com vencimento nos próximos dois anos. Além disso, fez ofertas por títulos soberanos russos, observaram as fontes.

Essas compras destacam uma antiga faceta da cultura de Wall Street: que os departamentos de negociação são orientados a encontrar ativos subvalorizados ou mal precificados, e suas atividades não refletem necessariamente a visão mais ampla da empresa de uma classe de ativos, ativos ou nação.

Os títulos corporativos russos denominados em moedas estrangeiras despencaram e crescem as preocupações de que as empresas possam dar calote nos pagamentos de capital. Desde o início da operação militar da Rússia na Ucrânia e a imposição de sanções que isolam o país de grande parte do sistema financeiro internacional, os preços dos títulos corporativos russos caíram 70%. Mas, ao contrário da maioria dos países com dívidas incobráveis, a Rússia tem um saldo positivo em conta corrente e muitas de suas empresas têm grandes reservas de caixa.

Esta semana, o JP Morgan vendeu cerca de US$ 200 milhões em dívida corporativa de emissores russos e ucranianos. Enquanto outros bancos e gestores de fundos estão agindo com cautela, retendo ou abstendo-se de tais transações em meio à situação em rápida evolução.


Com Agência RT

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