Weintraub reafirma agressão ao STF: 'Já falei o que eu faria'

Atualizado: 15 de jun. de 2020


Ministro da Educação foi ao encontro de manifestantes e reafirmou sua fala na reunião ministerial de 22 de abril

Neste domingo (14), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou de manifestações a favor do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, em Brasília, e reafirmou as declarações feitas durante reunião ministerial do dia 22 de abril, cujo vídeo foi divulgado por ordem do Supremo Tribunal Federal.

Respondendo a um manifestante bolsonarista que se apresentou como integrante "da força rural do país", que se disse revoltado por pagar a conta "daqueles corruptos que estão estragando o país", Weintraub disparou: "Já falei qual a minha opinião o que eu faria com aqueles".

Na reunião ministerial do dia 22, Weintraub chamou os ministros do STF de vagabundos e afirmou que os mandaria para a cadeia ("...botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF"). Após a divulgação do vídeo, o ministro da Educação foi chamado pelo STF a depôr na Polícia Federal, mas preferiu se manter em silêncio.

O ministro da Educação se encontrou com um grupo de cerca de 15 manifestantes que furaram um bloqueio na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Ministério da Agricultura. O bloqueio foi decretado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), devido, entre outras razões, a preocupações sanitárias.

Vídeos circularam no Facebook, mostrando Weintraub em meio aos manifestantes. Em outro vídeo sobre o mesmo assunto, publicado no Twitter, Weintraub disse que "não quer mais" sociólogo, antropólogo e filósofo com "o seu dinheiro", ou com recursos vindos de impostos.

"Todas as universidades que a gente tem, não brota da terra o dinheiro, vem do imposto. Quando a gente for comprar pão, gasolina para a moto, telefone celular, vem imposto. E esse imposto é usado para pagar salário de professor, de técnico, bolsa, alimentação, tudo isso. Eu, como brasileiro, eu quero ter mais médico, mais enfermeiro, mais engenheiro, mais dentistas. Eu não quero mais sociológico, antropológico, não quero mais filósofo com o meu dinheiro", afirmou o ministro da Educação de Jair Bolsonaro.

Veja o vídeo e versão editada pelo UOL:



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