Witzel se complica, diz membro da Comissão do impeachment
- 14 de jul. de 2020
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Witzel pode ficar em situação ainda mais difícil em delação premiada de Edmar Santos
Membro efetivo da Comissão Especial criada pela Assembleia Legislativa para conduzir o processo de impeachment aberto contra Wilson Witzel, o deputado estadual Waldeck Carneiro (PT) considera que a situação do governador vem se agravando a cada dia, sobretudo depois do anunciado acordo de delação premiada do ex-secretário de Saúde do estado, Edmar Santos.
Segundo a coluna "Radar", do site da revista Veja, o acordo foi firmado pelo ex-secretário, preso no âmbito da Operação Mercadores do Caos, do Ministério Público estadual, com a Procuradoria Geral da República, onde correm as investigações resultantes da Operação Placebo. As duas operações buscam provas de corrupção no governo fluminense durante a pandemia de coronavírus.
De acordo com a Veja, Edmar Santos, além de trazer evidências contra Witzel, se comprometeu a devolver, como fez na última sexta-feira, R$ 8,5 milhões à Justiça. “Ele entrega o dinheiro e os culpados”, diz um investigador. A prisão de Edmar Santos pelo MP estadual chegou a provocar uma dura reação da PGR, que já vinha costurando o acordo de delação.

Para Waldeck Carneiro, as preocupações de Witzel em relação à situação do seu ex-secretário são evidentes. "Cabe lembrar que o governador criou uma secretaria extraordinária para abrigar o Sr. Edmar Santos, assim que ele deixou a secretaria de Saúde, o que suscita a seguinte questão: por que tanta preocupação em proteger o ex-secretário?", salientou o deputado.
O parlamentar também estranha o comportamento do governador no trâmite do processo de impeachment. "Entendo que a situação do governador está cada vez mais complicada. Um dos principais indicadores é o fato de que ele pretende dar prioridade ao embate judicial contra a Comissão do Impeachment da ALERJ, em vez de se defender, no prazo que a lei lhe assegura", analisa.
"É realmente lamentável que, além da dramática crise humanitária e sanitária decorrente da pandemia e da grave crise fiscal, o RJ ainda tenha que enfrentar uma crise político-institucional que, em última instância, tem origem em decisões eivadas de suspeição praticadas pela administração estadual, inclusive pelo próprio governador", concluiu Waldeck.













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