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Zambelli e hacker viram réus no STF por invasão ao sistema do CNJ


Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta terça-feira (21) a denúncia contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o hacker Walter Delgatti Neto pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no ano passado.


Agora, a parlamentar e o hacker passam à condição de réus no Supremo e vão responder a processo criminal.


Zambelli e Walter Delgatti foram denunciados em abril pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. De acordo com a PGR, a deputada bolsonarista foi a autora intelectual da invasão e procurou o hacker para executar o crime e emitir um mandado falso de prisão contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.


Em dezembro de 2022, viralizaram nas plataformas digitais vídeos em que bolsonaristas acampados na porta de quarteis comemoravam a "prisão" de Moraes após leitura de um mandado falso. Em 5 de janeiro de 2023, a Polícia Federal encontrou com Zambelli um arquivo com o mandado falso de prisão contra Moraes. Segundo a PGR, o mesmo arquivo foi gerado no computador de Delgatti Neto.


O episódio foi uma das provas citada pela PGR para denunciar os dois por falsidade ideológica e crimes de invasão a dispositivo informático.


Durante o julgamento, o colegiado também reconheceu a competência de Alexandre de Moraes para atuar como relator do caso. Para a turma, a emissão do mandado de prisão falso foi um crime cometido contra o Poder Judiciário, e não contra o ministro, que não está na condição de vítima, fato que o impediria de atuar como julgador do caso.


Durante a sessão, Moraes ironizou a emissão de um mandado falso emitido por ele mesmo. "Eu chamaria de burrice, achando que isso não fosse ser descoberto", afirmou.


Além de Moraes, votaram pela abertura de ação penal os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux.

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