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Zerar emissões até 2050 pode custar US$ 2 tri anuais

  • 27 de set. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 28 de set. de 2020

A meta de zerar as emissões globais de gases do efeito estufa até 2050, para limitar o aquecimento do planeta em 1,5ºC neste século, é imprescindível e ambiciosa. Mas poderia ser alcançada com investimentos da ordem de 1 a 2 trilhões de dólares por ano — algo em torno de 1 a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) global — conforme aponta um relatório da Comissão de Transições Energéticas (ETC) divulgado este mês.

Thomas Hobbs / OMS

A ETC é uma coalizão global de 40 produtores de energia, empresas industriais e instituições financeiras — ArcelorMittal, HSBC, BP, Shell, Orsted e Bank of America, entre elas — comprometidos a criar uma economia livre de carbono até 2050. Quando isso ocorrer, a redução dos padrões de vida de países desenvolvidos e em desenvolvimento em 2050 representará menos de 0,5 do PIB global, afirma o relatório.


O aquecimento global tem custado aos Estados Unidos e à União Europeia, desde 2000, cerca de US$ 4 trilhões de perdas na produção. Os países tropicais estão 5% mais pobres do que estariam sem os impactos da mudança climática, de acordo com pesquisas da Universidade de Stanford.


De acordo com o documento, os investimentos adicionais exigidos “são facilmente pagáveis, dadas as poupanças e investimentos globais atuais, particularmente no contexto macroeconômico prevalecente de taxas de juros baixas contínuas”.


A ECT destaca que "é preciso agir agora e na próxima década, ou será tarde demais".


“Não há dúvida de que é técnica e economicamente possível chegar à economia de carbono zero que precisamos até 2050. E zero precisa significar zero, não um plano que depende do uso de ‘compensações’ permanentes e de larga escala para equilibrar as emissões constantes”, disse o copresidente da ETC, Adair Turner.


Mas o que será preciso fazer, segundo o relatório, para reduzir dramaticamente as emissões e frear o aquecimento?


Entre as medidas mais urgentes, a ECT destaca investimentos em melhoria de eficiência energética. O suprimento global de eletricidade, por exemplo, terá que crescer 4 ou 5 vezes para chegar entre 90.000 e 115.000 terawatt-horas. O ritmo anual da geração eólica e solar precisará ter de cinco a seis vezes o aumento obtido em 2019.


Já os setores de construção, transporte e indústria precisarão ser eletrificados. O hidrogênio poderá ser usado como combustível opcional em vários casos. Qualquer uso residual de energia deverá ser descarbonizado por meio da captura, do armazenamento de carbono e da bioenergia sustentável.


*Com informações da Revista Forbes.

 
 
 

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