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Advogado de Queiroz é o mesmo do ex-capitão do caso Marielle


Miliciano, ex-capitão do Bope, Adriano Nóbrega, morto em fevereiro, tinha estreitas ligações com Flávio Bolsonaro

O advogado Paulo Emílio Catta Preta, que defendeu o ex-capitão do Bope, Adriano Nóbrega, que chefiava a milícia chamada "Escritório do Crime" - investigada na morte de Marielle Franco e Anderson Gomes - e foi morto pela polícia na Bahia, é o mesmo que atua no caso Queiroz agora.

Fabrício Queiroz, amigo do ex-capitão Adriano, também era responsável pelas ligações entre o clã Bolsonaro e milícias do Rio.

Adriano Nóbrega foi homenageado por Flávio Bolsonaro com a Medalha Tiradentes, maior honraria prestada pela Assembleia Legislativa do Rio, quando ele se encontrava preso em 2005. Sua mãe, Raimunda Veras Magalhães, e a mulher, Danielle Nóbrega, eram lotadas no gabinete do então deputado. Ambas aparecem nas investigações das rachadinhas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, preso nesta quinta-feira (18).

"Queima de arquivo"

Por ocasião da morte do ex-policial, Paulo Emílio Cata Pretta disse que, poucos dias antes, o miliciano expressou o medo de ser assassinado em uma "queima de arquivo".

"Ele falou que estava temendo pela vida dele, porque ele tinha certeza, segundo ele me disse, que esta operação para prendê-lo não era para prendê-lo verdadeiramente, mas era para matá-lo", disse o advogado. "Eu disse que não era bem assim, tentei ponderar, até tentei convencê-lo para que se apresentasse a prisão. Ele falou: 'Doutor, se eu fico preso ou se for achado eu vou ser morto'." - informou na época o jornal O Globo.

Cata Preta teria acrescentado ainda: "Ele falou em queima de arquivo: 'Temo por ser uma queima de arquivo'. Mas eu não perguntei nem quem teria interesse nessa queima de arquivo nem quais eram as informações que ele eventualmente teria."

Sérgio Moro e Jair Bolsonaro

Apontado como autor de diversos homicídios, o ex-militar era um dos criminosos mais procurados, inclusive com alerta vermelho da Interpol. Apesar disso, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, "preferiu" não incluir o nome do miliciano na lista dos criminosos mais procurados do Brasil. Um ano depois de iniciadas as investigações do caso Marielle, a Polícia Civil do Rio conseguiu chegar, em 9 de fevereiro deste ano, ao paradeiro dele na Bahia. Ele estava escondido na zona rural de Esplanada, no sítio do vereador Gilsinho da Dedé, do PSL. A abordagem, segundo a Polícia, terminou em confronto e morte do ex-capitão.

Por ocasião da morte do miliciano, o presidente Jair Bolsonaro disse que Nóbrega era um "herói da Polícia Militar".

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